quinta-feira, 16 de junho de 2011

Promotor do Gaeco só faz espuma, diz Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo



Jornal da Tarde
16 de junho de 2011 1h43
LUÍSA ALCALDE

O secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, criticou ontem integrantes do Gaeco, grupo de atuação especial criado pelo Ministério Público, que tem como função básica o combate às organizações criminosas. A crítica foi feita durante audiência na Assembleia Legislativa, onde ele foi convidado a prestar conta das ações de sua pasta. “A atuação deles (Gaeco) hoje é meramente decorativa”, disparou Ferreira Pinto, que também pertence ao MP. “Não estou criticando a instituição, mas meia dúzia de gato pingado que nem sabe o que é o PCC.”
Em maio, o secretário afirmou que a facção criminosa PCC se resumia a 30 homens. Dias depois, um promotor que investiga o crime organizado disse que a facção está mais estruturada do que nunca, arrecada R$ 5 milhões por mês com o tráfico de drogas, controla 95% dos presídios paulistas, conta com 6.000 integrantes no sistema prisional e tem um exército de 15 mil homens nas ruas.
“Disseram isso porque nem passam perto de um presídio. Não tem as informações que temos. É só espuma”, afirmou. “Reafirmo que são 30 porque eu os monitoro juntamente com a Secretaria de Administração Penitenciária. Estamos sufocando as atividades deles aqui fora. O tráfico de drogas administrado por eles é forte, mas a Rota tem feito flagrantes frequentes de apreensão. Hoje o PCC não tem mais condições logísticas de afrontar a sociedade porque o nosso serviço de inteligência é melhor. Por isso hoje posso dizer que me dou ao luxo de prescindir do Gaeco.”
De acordo com Ferreira Pinto, promotores do Gaeco são “novos e imaturos”. “Buscam notoriedade, mas não imaginam o mal que causam à sociedade com esse tipo de declaração.” A assessoria de imprensa do Ministério Público afirmou ontem que o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, vai responder às críticas assim que tiver conhecimento do teor delas.

STF: Em decisão unânime, ministros decidem liberar a marcha da maconha



Supremo libera marchas da maconha
Em decisão unânime, ministros decidem que manifestação não é apologia ao crime, mas qualquer incentivo ao consumo segue proibido
16 de junho de 2011 | 0h 00

Felipe Recondo - O Estado de S.Paulo
Com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão unânime dos oito ministros presentes à sessão de ontem, as "marchas da maconha" podem ser organizadas livremente em todo o País. Proibir as manifestações públicas em favor da descriminalização da droga configura, no entendimento dos ministros, violação às liberdades de reunião e de expressão.
Por decisão do STF, o Estado não pode interferir, coibir essas manifestações ou impor restrições ao movimento. A polícia só poderá vigiá-las e tão somente para garantir a segurança e o direito dos manifestantes de expressarem as opiniões de forma pacífica. "O que exceder a tais atribuições, mais do que ilegal, será inconstitucional", acrescentou o relator do processo no Supremo, ministro Celso de Mello, que censurou expressamente "os abusos que têm sido perpetrados pelo aparato policial" nas manifestações recentes.
O ministro Marco Aurélio Mello defendeu a garantia constitucional da liberdade de expressão no caso e disse entender proibições apenas em casos de manifestações com conteúdo racista, odioso ou de promoção da guerra. "Mesmo quando a adesão coletiva se revela improvável, a simples possibilidade de proclamar publicamente certas ideias corresponde ao ideal de realização pessoal e de demarcação do campo da individualidade."
Se manifestações por mudanças na legislação fossem proibidas, ressaltou o presidente do Supremo Tribunal, Cezar Peluso, "a legislação penal brasileira nunca seria alterada". "Nenhuma lei, nem penal, pode blindar-se contra a discussão de seu conteúdo, nem a Constituição", concordou Carlos Ayres Britto.
A decisão do STF ainda impede que juízes de outras instâncias proíbam a realização dessas manifestações, como vinha ocorrendo, alegando que os participantes estariam fazendo apologia ao crime. "A marcha da maconha busca expor, de maneira organizada e pacífica, as ideias, a visão, as concepções, as críticas e propostas daqueles que participam como organizadores ou manifestantes", enfatizou Celso de Mello.
Consumo. Mas os ministros deixaram claro que as manifestações não podem servir para atos de violência ou discriminatórios ou para o consumo de drogas. Luiz Fux acrescentou que participantes devem sempre informar autoridades com antecedência sobre a marcha e não poderão incentivar o consumo da maconha. Também ressaltou que menores de idade não "podem ser engajados" nas marchas.
Já os juízes não poderão proibir ou exigir que as manifestações mudem de nome, ressaltou a ministra Cármen Lúcia - como para marcha da liberdade ou "da pamonha", como se fez em Brasília. "A liberdade é mais criativa que qualquer grilhão, que qualquer algema que possa se colocar no povo."

Perguntas e Respostas sobre Drogas: Higor Vinicius Nogueira Jorge


foto: Folha de São Paulo

Higor Vinicius Nogueira Jorge
www.higorjorge.com.br

O que são drogas?
As drogas são substâncias que ao serem consumidas pelas pessoas produzem alterações no seu organismo.
Como se classificam as drogas?
As drogas podem ser classificadas quanto aos seus efeitos, em drogas estimulantes, depressoras e perturbadoras.
- Estimulantes: São drogas que aumentam a atividade mental, elas afetam o cérebro fazendo com que ele funcione de forma mais acelerada. Exemplo: cafeína, tabaco, anfetamina, cocaína, crack, etc.
- Depressoras: São drogas que diminuem a atividade mental, fazendo com que o cérebro funcione de forma mais lenta. Essas drogas diminuem a atenção, a concentração, a tensão emocional e a capacidade intelectual. Exemplo: tranqüilizantes, álcool, inalantes e solventes, substâncias derivadas do ópio (morfina, heroína), etc.
- Perturbadoras: São drogas que alteram a percepção, são chamadas também de alucinógenas e provocam distúrbios no funcionamento do cérebro, fazendo com que ele passe a trabalhar de forma desordenada, numa espécie de delírio. Exemplo: LSD, maconha, etc.
Quais são as drogas mais utilizadas e seus principais efeitos?

As drogas mais utilizadas e seus principais efeitos são:

† Maconha – Parece uma mistura de erva-doce com camomila ou com esterco seco de vaca. Depois de fumar um cigarro, a fica sonolenta, relaxada. Os olhos ficam vermelhos, ele sente muito sono e fome. O usuário de maconha costuma ter dificuldade no aprendizado, não pensa com clareza e muitos desenvolvem a impotência. Uma característica marcante de quem usa maconha é que perde a ambição, se conforma com tudo e torna-se muitas vezes agressivo quando contrariado ou se ingerir bebida alcoólica. A maconha, assim como as outras drogas faz muito mal a saúde e aumenta o risco da pessoa ter câncer.
† Cocaína (pó, farinha) – Pó branco semelhante ao sal de frutas ou a uma porção de maisena. É excitante, perceptível pela dilatação das pupilas e pelo ato repetitivo de coçar o nariz. Pode ser injetado nas veias ou cheirado. O maior risco decorrente desta droga é a morte por overdose.
† Crack – É um subproduto da cocaína. Parece uma bala de côco amarelada. Pode ser fumado em cachimbos improvisados com embalagens de iogurte ou latas de bebidas. Causa excitação, emagrecimento rápido e uma coceira freqüente. O usuário de crack fica inquieto e impaciente e vai perdendo gradativamente a sua dignidade. Essa droga tem sido responsável por muitos crimes e acabado com diversas famílias. Infelizmente cada vez mais temos visto pessoas se envolvendo com essa droga, bem como o sofrimento dos usuários e seus familiares.
† Inalantes e Solventes (cola de sapateiro, benzina, lança-perfume, éter, tiner) – Essas drogas promovem momentos de grande depressão, depois da euforia causada pelo uso. O nariz do usuário fica congestionado e os olhos com as pálpebras caídas.
† Álcool – O álcool, assim como o cigarro, é uma substância lícita, ou seja, é permitido pela lei. O consumo de álcool em pequenas doses causa desinibição e euforia. O consumo de álcool em doses maiores causa sensação de sonolência. O uso excessivo provoca suor abundante, dor de cabeça, tontura, liberação da agressividade, e diminuição da capacidade de concentração e dos reflexos (o que muitas vezes causa acidentes de trânsito ou de trabalho). O uso prolongado pode causar cirrose no fígado e atrofia cerebral. A maior parte das internações em hospitais psiquiátricos são decorrentes do alcoolismo e boa parte dos dependentes de outras drogas resolveram experimentar em ocasiões que estavam sob o efeito de bebidas alco.
† Cigarro (tabaco, charuto, fumo, cachimbo) – O cigarro é responsável por 90% dos casos de câncer no pulmão e 30% de todos os outros tipos de câncer, principalmente de próstata e bexiga. Outro mal causado pelo cigarro é o enfisema pulmonar.

Quais as razões que levam uma pessoa a usar drogas?
Muitas razões podem levar alguém a usar drogas, dentre os possíveis motivos temos:
a) curiosidade; b) busca de prazer; c) falta de diálogo com a família; d) forma de protesto; e) tentativa de escapar das tensões, dos problemas, da solidão; f) a visão de que o uso de drogas é algo excitante e ousado; g) pressão do grupo de colegas.

Por que não usar drogas?
Porque ninguém precisa de droga para ser feliz, inicialmente a droga pode transmitir uma falsa e passageira sensação de prazer que gradativamente vai se transformando em dor, sofrimento e infelicidade, de forma que a pessoa perde a sua dignidade e seu amor próprio. Quando isso acontece, restam como conseqüências freqüentes a prisão, o hospital psiquiátrico ou a morte, ou como alguns dizem, os dois Cs: cadeia, casa psiquiátrica ou caixão.

Se você tiver dúvidas sobre drogas e seus efeitos entre em contato pelo meu site www.higorjorge.com.br, pelo meu twitter www.twitter.com/higorjorge ou pelo meu e-mail higorjorgedp@hotmail.com

HIGOR VINICIUS NOGUEIRA JORGE é Delegado de Polícia, professor de análise de inteligência da Academia da Polícia Civil, professor universitário, presidente do Conselho Municipal Antidrogas de Santa Fé do Sul e especialista em polícia comunitária.

Os Campeões no Bragança Jornal : Coluna do Sadan (por Sérgio Salomão)




DROGAS: BLOG INTERESSANTE

http://oscampeoesnaousamdrogas.blogspot.com/ Blog do delegado Dr. Lauro Mário Melo de Almeida. Com propostas interessantes, vale a pena visitar.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Justin Timberlake diz fumar maconha para parar de pensar


O POVO

Timberlake estrela nos cinemas em "Professora Sem Classe", previsto para 24 de junho nos EUA, e "Amizade Colorida", que será lançado em 22 de julho, também nos Estados Unidos

15.06.2011| 10:30

O músico e ator americano Justin Timberlake disse que fuma maconha para se desconectar da realidade e deixar de pensar em sua vida, segundo informações do portal Vírgula.
"A única coisa que a maconha faz por mim é fazer com que eu pare de pensar. Às vezes meu cérebro precisa desligar. Algumas pessoas, como eu, ficam melhor se fumam", comentou em entrevista à revista Playboy
O ator explicou também que está planejando se dedicar à carreira cinematográfica.
"Não tenho nem um single sequer preparado", admitiu Timberlake, cujo último álbum de estúdio foi FutureSex/LoveSounds, de 2006. "As pessoas me perguntam quando vou lançar uma música nova, e não sei o que dizer. Não é minha prioridade atualmente. Pode ser que volte a ser algum dia, no mês que vem ou no próximo ano, mas não está perto atualmente", acrescentou.
Timberlake estrela nos cinemas em "Professora Sem Classe", previsto para 24 de junho nos EUA, e "Amizade Colorida", que será lançado em 22 de julho, também nos Estados Unidos.

Guatemala: Colom: Consumidores también son responsables por violencia del narcotráfico



14 de junio de 2011 • 17:05

El presidente de Guatemala, Álvaro Colom, dijo hoy que los consumidores de drogas "son igual de responsables" que los mismos narcotraficantes por "la sangre" que se derrama en Centroamérica debido a las actividades delictivas de esos grupos criminales.
Los países consumidores deben asumir la "corresponsabilidad" en el combate del narcotráfico y el crimen organizado que afecta a la región, promoviendo "la reducción y penalización del consumo" entre sus ciudadanos, dijo el gobernante en un foro sobre paz y democracia instalado en la capital guatemalteca.
"Los consumidores son igual de responsables de la sangre de aquí, que los mismos narcotraficantes", señaló el mandatario durante su intervención en el II Foro Regional Esquipulas "Pensar Centroamérica", organizado por la Fundación Esquipulas para la Integración Centroamericana.
Centroamérica, "al igual que en los (años) noventa le apostó a la paz, le apostará ahora a la seguridad y la justicia", dijo Colom en referencia a la Conferencia Internacional de Seguridad que se celebrará la próxima semana en la capital guatemalteca.
Para que esa apuesta tenga éxito, indicó el mandatario, se necesita de la "corresponsabilidad" de los países consumidores de drogas no sólo en el apoyo para financiar la estrategia de seguridad de la región, sino también en acciones políticas propias para reducir los efectos colaterales del narcotráfico.
En concreto, Colom exigió controles para evitar el contrabando de armas desde Estados Unidos, las cuales son utilizadas por los grupos del crimen organizado, así como terminar con el lavado de dinero que afecta a las economías de la región al producir mayor pobreza.
Según Colom, cada año son transportadas por Guatemala 300 toneladas de cocaína, las cuales dejan en el país un promedio de ocho muertos por tonelada.
Por cada dólar que la región recibe de cooperación internacional para temas de seguridad, los países centroamericanos tienen que aportar 40 dólares, lo cual le resta recursos a los Estados para invertir en salud y educación.
En los tres años y medio que van de su mandato, aseguró el gobernante, han sido capturados ocho de los diez narcotraficantes más importantes del país -seis detenidos en Guatemala, uno en Belice y otro más en Honduras-, y se han incautado a los grupos criminales bienes por 76.000 millones de quetzales (unos 9.500 millones de dólares).
A la Conferencia Internacional sobre Seguridad en la región se prevé la asistencia de los presidentes de Centroamérica, la República Dominicana, México y Colombia, así como de la secretaria de Estado de Estados Unidos, Hillary Clinton, y la ministra de Asuntos Exteriores de España, Trinidad Jiménez, entre otros.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Após dois anos, STF decide se libera Marcha da Maconha



Destak Jornal
Publicado em 14/06/2011
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir amanhã se autoriza a realização de manifestações pela descriminalização do uso de drogas. A ação pedindo a liberação das chamadas marchas da maconha foi apresentada pela então procuradora-geral Deborah Duprat, em julho de 2009.
Na prática, o STF irá discutir se organizar esses atos públicos significa apologia ao uso de drogas e, portanto, ao crime, ou se é exercício da liberdade de expressão.
Diversas decisões de primeira e segunda instâncias têm proibido a realização da Marcha da Maconha nos Estados, o que justificaria a participação do STF nessa polêmica.
Segundo a procuradora, os juízes usam "argumento equivocado" de que as manifestações seriam estímulo ao uso de drogas. A ação defende que a liberdade de expressar opiniões é um "pressuposto para o funcionamento da democracia".
AGU é contra
A Advocacia-Geral da União (AGU) é contra a nova interpretação do Código Penal proposta pela procuradoria. No processo no STF, a AGU afirma que, nesses casos, a decisão sobre a existência de crime precisa ser tomada pelo juiz ao examinar os casos específicos. O relator do caso é o ministro Celso de Mello.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Êxtase (MDMA)



Fonte: SENAD

Definição: A MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), comumente chamada de êxtase, é uma droga sintética, ilegal e com potencial de gerar dependência. A MDMA possui propriedades estimulantes e alucinogênicas, embora muito menos intensa quando comparada à maioria das drogas alucinógenas.
Histórico: Sintetizada em 1912 e patenteada pela indústria farmacêutica alemã Merck, A MDMA foi criado com o objetivo de diminuir o apetite. No entanto, em função de sua baixa utilidade clínica, os estudos foram abandonados. Só no fim da década de 70, a utilidade clínica da MDMA voltou a ser discutida, agora como um possível auxiliar do processo psicoterapêutico. No fim dos anos 80, com o surgimento da cultura clubber e da música eletrônica, o êxtase passou a ser associado com este novo conceito musical e começou a ser difundido na Europa.
Mecanismo de Ação: Logo após a ingestão, a MDMA distribui-se amplamente pelo organismo, chegando ao cérebro e intensificando a atividade de alguns neurotransmissores que atuam na regulação de humor, sono, dor e apetite.
Efeitos no organismo: O êxtase apresenta efeitos semelhantes aos estimulantes do sistema nervoso central (agitação), bem como efeitos perturbadores (mudança da percepção da realidade). Seus efeitos mais marcantes são a sensação de melhora nas relações entre as pessoas, o desejo de se comunicar, melhora na percepção musical e aumento da percepção das cores.
Conseqüências Negativas: O uso de êxtase é geralmente seguido de um grande esforço físico, devido a uma prática vigorosa da dança. Essa associação (esforço físico e êxtase) tende a aumentar consideravelmente a temperatura, que pode atingir mais de 42ºC e, inclusive, ser mortal.. O uso freqüente e prolongado pode ocasionar problemas no fígado e cognitivos. Consumo no Brasil: No Brasil, o último levantamento nacional domiciliar sobre o uso de drogas entre a população, realizado em 2005, incluiu o êxtase no grupo das drogas alucinógenas. De acordo com os dados do levantamento, o êxtase é a segunda droga alucinógena mais utilizada, juntamente com o LSD, ficando atrás apenas dos chás de cogumelo.
Definição
A MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), comumente chamado de êxtase, é uma droga sintética, ilegal e com potencial de gerar dependência. Quimicamente similar ao estimulante metanfetamina e ao alucinógeno mescalina, a MDMA possui propriedades estimulantes e alucinogênicas, embora muito menos intensa quando comparada à maioria das drogas alucinógenas..
O êxtase é mais comercializado na forma de comprimido, podendo ainda ser encontrado na forma de cápsula ou em pó. Diversos outros nomes populares também vêm sendo utilizados, como MDMA, A, E, I X, XTC, ADAM, pílula do amor, bala, etc.
Uma questão que merece atenção é a pureza e a composição dos comprimidos. Ao longo dos anos, o êxtase teve acrescida a sua composição uma série de substâncias. Um comprimido dessa droga pode conter quantidades variáveis de MDMA, além de poder incluir outras substâncias, como MDA, MDEA, metanfetamina, anfetamina, cafeína, efedrina e LSD.
O uso recreativo da droga geralmente é feito com um ou dois comprimidos, em doses que variam de 75 a 150mg, podendo haver doses subseqüentes horas após o uso. Seus efeitos podem durar até 8 horas.
Histórico
A MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina) foi sintetizada em 1912 e patenteada em 1914, na Alemanha, pela empresa farmacêutica Merck. O propósito dessa síntese era o de desenvolver um medicamento para diminuir o apetite, no entanto, em função de sua baixa utilidade clínica, os estudos com essa substância foram abandonados.
Ao fim da década de 1970, a utilidade clínica da MDMA voltou a ser discutida, agora como um possível auxiliar do processo psicoterapêutico. Alguns psiquiatras e psicólogos acreditavam que a substância deixava a pessoa mais solta, promovendo assim uma melhor comunicação e vínculo terapeuta–paciente.
Paralelamente, começou a crescer nos Estados Unidos o uso recreativo da droga, chamada agora de êxtase, principalmente entre jovens universitários. Temendo o surgimento de uma nova “era psicodélica” no país, os Estados Unidos decidiram, em 1985, incluir a MDMA na lista das substâncias proibidas. Essa medida logo foi seguida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a qual passou a considerar a MDMA como droga de restrição internacional.
No fim dos anos 80, surgiu em Ibiza, na Espanha, a cena musical e cultural que deu origem à cultura clubber ou dance. Associado a este novo conceito musical, o êxtase começou a ser difundido na Europa, crescendo ao longo da década de 1990, com a popularização da música eletrônica e da cultura clubber.
No Brasil, no início dos anos 90 começaram a chegar as primeiras remessas consideráveis de êxtase vindas da Europa. A partir daí, tem crescido o número de usuários, bem como a importância dada pelos meios de comunicação ao assunto.
Mecanismo de Ação
Logo após a ingestão, a MDMA distribui-se amplamente pelo organismo, chegando ao cérebro. Sua metabolização é realizada principalmente no fígado, e sua eliminação ocorre através da urina, sendo concluída após aproximadamente dois dias.
A MDMA atua no cérebro intensificando a atividade de, pelo menos, três neurotransmissores - serotonina, noradrenalina e dopamina - por meio do aumento de sua disponibilidade no axônio terminal (membrana pré-sináptica do neurônio).
A serotonina é um neurotransmissor que atua na regulação de humor, sono, dor, apetite e outros comportamentos. A intensificação da atividade da serotonina causa a elevação do humor descrita por alguns usuários de êxtase, explica também os efeitos negativos sentidos nos dias seguintes ao uso do êxtase, pois o cérebro fica como que esvaziado de serotonina, em função de sua liberação excessiva durante o efeito da droga.
Efeitos no organismo
A droga apresenta efeitos semelhantes aos estimulantes do sistema nervoso central (agitação), bem como efeitos perturbadores (mudança da percepção da realidade). Seus efeitos mais marcantes são a sensação de melhora nas relações entre as pessoas, o desejo de se comunicar, melhora na percepção musical e aumento da percepção das cores.
À semelhança de outras drogas psicotrópicas, os efeitos do êxtase dependem do local e do que ocorre no momento do uso. O ambiente mais comum para o consumo é o de clubes noturnos e raves, cujo cenário é enriquecido com jogos de luzes e música eletrônica. Além disso, a MDMA faz com que as pessoas consigam se perceber melhor e a gostar mais de si mesmas.
O êxtase causa, também, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, aceleração do batimento cardíaco, aumento da temperatura do corpo (hipertermia), rangido de dentes e aumento na secreção do hormônio antidiurético.
►Efeitos residuais:
Efeitos residuais são aqueles que perduram dias após o uso de uma droga. Muitos usuários relatam ter um episódio depressivo nos dias seguintes ao uso do êxtase, o que é chamada de depressão de meio de semana. Fadiga e insônia também são comuns.
Conseqüências Negativas
O uso de êxtase é geralmente seguido de um grande esforço físico, devido a uma prática vigorosa da dança. Essa associação (esforço físico e êxtase) tende a aumentar consideravelmente a temperatura, que pode atingir mais de 42ºC e, inclusive, ser mortal.
Uma das complicações mais curiosas, no entanto, é a da intoxicação por água. Com o aumento da temperatura, a ingestão de água torna-se uma necessidade. Mas, quando isso acontece de forma excessiva, a água pode começar a se acumular no organismo, uma vez que o êxtase também dificulta a eliminação dos líquidos do corpo (aumenta a liberação do hormônio antidiurético). Dessa forma, a ingestão excessiva de água pode se tornar perigosa, inclusive fatal.
O êxtase também pode causar disfunção do sistema imunológico, sendo esse quadro agravado quando há associação dessa substância com o álcool. Há também um curioso, porém significativo, ranger de dentes que pode ocorrer nos usuários da MDMA. Esse quadro é mais acentuado nos dentes posteriores e pode inclusive persistir após o uso da droga.
As pessoas que usam o êxtase com freqüência podem começar a apresentar problemas no fígado, como diminuição da capacidade de funcionamento do fígado e ficar com a pele amarelada (icterícia). Problemas cognitivos (aprendizagem, memória, atenção) podem surgir com o uso repetido por período prolongado.
O êxtase também pode desencadear problemas psiquiátricos, como quadros esquizofreniformes (formas de loucura), pânico (estados de alerta intenso, com medo e agitação) e depressão. Esses problemas têm maior ou menor probabilidade de ocorrer, dependendo das características da pessoa, do momento de sua vida, da freqüência e do contexto de uso.




Nova versão da droga cristal preocupa polícia



Trazida geralmente por pessoas que viajam ao exterior, metanfetamina confunde usuário: é vendida como ecstasy, apesar de ser mais potente e perigosa
William Cardoso - O Estado de S.Paulo
Um comprimido azul com uma bomba estampada, que custa de R$ 70 a R$ 80, tem invadido a noite paulistana e já virou motivo de preocupação no Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc). A nova versão da metanfetamina, conhecida como cristal, é confundida com o ecstasy e já foi alvo de sete apreensões desde 23 de março, levando a polícia a recolher cerca de 10 mil doses.
Risco. Droga na versão antiga: comprimido é vendido a R$ 80
Segundo o responsável pela Divisão de Inteligência do Denarc, Clemente Calvo Castilhone Júnior, parte das pessoas flagradas com o cristal em forma de comprimido acreditava ser outra droga. "Não estava no formato de pedra ou pó para ser fumado ou inalado. Os usuários se confundiram, pensando se tratar de uma versão mais forte do ecstasy."
O ecstasy é um alucinógeno que provoca a liberação de serotonina e estimula a "afetividade", seguida de profunda depressão. Os efeitos podem durar 8 horas e o produto é encontrado por até R$ 10. Já a metanfetamina age no sistema nervoso central, libera dopamina, causa comportamentos violentos e compulsão sexual por até 30 horas. Ambas causam danos generalizados ao organismo, embora com a metanfetamina os prejuízos sejam ainda maiores.
Medicamentos. Em variadas formas e dosagens, a metanfetamina já foi usada por soldados na Segunda Guerra Mundial ou trabalhadores que pretendem se manter alertas por muito tempo. No Brasil, esteve presente em concentração bem menor no medicamento Pervitin, que foi banido.
Exames do Instituto de Criminalística não apontam a metanfetamina como droga ilegal, como ocorre com maconha, cocaína e seus derivados. A desconfiança em relação à substância fez com que o Denarc solicitasse um teste específico para identificar qual era o princípio ativo dos comprimidos.
Castilhone Júnior diz também que o perfil de quem comercializa a metanfetamina em comprimido é diferente dos traficantes comuns. "Notamos que são pessoas que viajam para o exterior, conheceram a droga por lá e a trazem para amigos e conhecidos", afirma o delegado.

Cops Mark 40th Anniversary of "War on Drugs" With Grim Picture of Damage Done



13 Jun, 2011 13:00 CET
Cops Mark 40th Anniversary of "War on Drugs" With Grim Picture of Damage Done
New Report Details Drug War Carnage the Obama Administration Would Rather Ignore -- Obama's Drug Czar Says He Ended "War on Drugs" Two Years Ago

WASHINGTON, DC -- Forty years ago President Nixon declared the "war on drugs." Marking this week's somber anniversary, a group of police officers, judges and corrections officials who support legalizing drugs will join forces to detail the ongoing failures of a war the Obama administration disingenuously claims it ended two years ago. Following a press conference, the law enforcers will attempt to hand-deliver a copy of their new report to President Obama's drug czar. They will also hold a teleconference for journalists not able to attend the event in Washington.
Norm Stamper, former chief of police in Seattle and a speaker for Law Enforcement Against Prohibition, said, "Since President Nixon declared 'war on drugs' four decades ago, this failed policy has led to millions of arrests, a trillion dollars spent and countless lives lost. Yet drugs today are more available than ever. President Obama's drug officials keep saying they've ended the 'drug war.' But our report shows that's just not true, and we'll be hand-delivering a copy to the drug czar in hopes he'll be convinced to actually end this war, or at least stop saying he already has."
Obama administration drug czar Gil Kerlikowske, like Stamper, is a former Seattle chief of police.
Neill Franklin, a former Baltimore narcotics cop and LEAP's executive director, said, "When President Nixon declared the 'drug war' in 1971, we arrested fewer than half a million people for drug offenses that year. Today, the number has skyrocketed to almost two million drug arrests a year. We jail more of our own citizens than any other country in the world does, including those run by the worst dictators and totalitarian regimes. Is this how President Obama thinks we can 'win the future'?"
Law Enforcement Against Prohibition (LEAP) represents police, prosecutors, judges, prison wardens, federal agents and others who want to legalize and regulate drugs after fighting on the front lines of the "war on drugs" and learning firsthand that prohibition only serves to worsen addiction and violence. More info at http://www.CopsSayLegalizeDrugs.com.

domingo, 12 de junho de 2011

Drogas e Segurança Pública: As minhas propostas





Nesta semana estive em duas cidades debatendo o problema das drogas e da segurança pública. Bragança Paulista e Joanópolis. Neste contexto fiz algumas propostas importantes para combatermos o flagelo das drogas e aplicarmos com eficiência uma política de segurança publica voltada as peculiaridades das nossas cidades interioranas. Basicamente foram três propostas:

1. Colocarmos nos currículos escolares a matéria prevenção ao uso de drogas. Em Bragança, inicialmente, da 1ª a 4ª séries. Posteriormente ampliaríamos, para a 5ª e 9ª. A matéria prevenção ao uso de drogas seria multidisplinar e voltada para a conscientização das crianças e adolescentes sobre como agem as drogas e quem é o responsável pela distribuição das drogas ilícitas.

2. Mudança de paradigma quanto a quantidade de policiais em uma cidade. Hoje seguimos a composição nº de habitantes por policiais. Proponho que a composição seja feita em relação a nº de policiais por cidade. Um número mínimo para cada cidade paulista. Apenas para exemplificarmos se tivéssemos 30 policiais militares em todas as cidades (635 cidades), ainda assim, sobrariam cerca de 80.000 policiais militares (no universo de 130.000 policiais militares que compões a corporação hoje).

3. Sistema de câmaras de monitoramento integradas em todas as cidades. Na entrada e saída, praças e escolas.

Cada uma destas propostas, vistas aqui de forma horizontal, possuem toda uma verticalização de conceitos que iremos apresentando neste blog.

Crece el narcotráfico entre los jóvenes a causa del dempleo



Reuters

El sector es el más afectado por la crisis económica que sacude al país, dado que el 21 por ciento no tiene trabajo. La venta de drogas revivió en la ciudad de Barbate. Desde el 15 de mayo, los "indignados" protestan en las plazas ibéricas
Una de las ciudades más afectadas por este doble crecimiento negativo, dado que aumenta el desempleo a la par de la venta de estupefacientes, es Barbate, cercana a la costa norteña de África.
En momentos en que a los policías se les atrasa el pago del sueldo, los narcotraficantes tardan sólo 40 minutos en traer estupefacientes desde Marruecos.
Su alcalde, Rafael Quirós, se pronunció al respecto de esta situación, en clara oposición a los demás funcionarios españoles que prefieren dejarla a un lado. “En este momento, un joven tiene absolutamente cero posibilidades de encontrar un empleo fijo”, afirmó el político, de acuerdo a lo publicado en la selección de Clarín del diario norteamericano The New York Times.
Son cerca de 300 los pobladores de Barbate que hoy están en prisión a causa del narcotráfico, mientras que hace cinco años esa cifra se reducía a la mitad.
La crisis económica y social que sacude al gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero es el principal detonante de esta situación. El índice de desempleo no para de crecer y los más afectados son los jóvenes: En la región de Andalucía, por ejemplo, casi el 30 por ciento de la juventud no logra encontrar un trabajo, lo que los impulsa a encontrar alternativas, las que sean.
Los “indignados” son los fieles representantes de esta situación. Desde el 15 de mayo, el movimiento Democracia Real Ya exige al gobierno ibérico se tomen medidas certeras para frenar la crisis económica, política y social que tiene como foco principal a los jóvenes.
En uno de los barrios de Barbate, al quela Policía describe como centro del narcotráfico, dos jóvenes no tienen ningún reparo en admitir que el BMW que poseen es consecuencia directa de la venta de drogas.
Aún más; Paco, de 30 años, quien debió cumplir una condena en la cárcel a causa de la venta de drogas, asegura que desde que está en libertad no pudo encontrar empleo, por lo que entiende que la solución ahora es aprender a manejarse con las drogas para no volver a caer preso.
Así, mientras menos posibilidades de progreso encuentran los jóvenes en la sociedad española, más se involucran en el narcotráfico.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ONU: Alun Jones

LUÍS BULCÃO PINHEIRO
Ilegal, como tem sido tratada na maior parte dos países, ou de uso descriminalizado, como tem sido experimentada em lugares como Holanda, Portugal e Suíça, a maconha segue sendo a droga mais utilizada no mundo, segundo o chefe de comunicação da divisão de análise de políticas do Escritório da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc, em inglês), Alun Jones. De acordo com relatório da Unodc sobre drogas de 2010, mais de 190 milhões de pessoas (aproximadamente a população do Brasil) consumiram maconha pelo menos uma vez no último ano. A tendência será novamente confirmada no relatório de 2011, que será divulgado no próximo dia 23.
De acordo com Jones, os três tratados internacionais sobre controle de drogas (tratado de narcóticos, 1961, tratado sobre substâncias psicotrópicas, 1971, e de combate ao tráfico de drogas, 1988) ajudaram a limitar o número de consumidores de drogas ilícitas para uma pequena fração da população adulta mundial, "muito menor do que o número daqueles que consomem substâncias lícitas que causam dependência, como álcool e tabaco". Segundo Jones, os consumidores de drogas ilícitas perfazem 25 milhões. "Menos de 0,5% da população mundial", ressalta.
No entanto, essa visão é contestada pelo documentário Quebrando o Tabu, que estreou na sexta-feira nos cinemas. Os depoimentos de ex-estadistas como Bill Clinton, Jimmy Carter e Fernando Henrique Cardoso concluíram que a chamada estratégia de Guerra às Drogas, promovida a partir do final dos anos 80, fracassou.
Não é a primeira vez que o ex-presidente brasileiro levanta a bandeira de uma nova abordagem. Em 2009, ele se juntou ao ex-presidente do México, Ernesto Zedillo e da Colômbia, César Gaviria, e formou um grupo chamado Iniciativa Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. O grupo produziu um relatório em que apontam, entre outros efeitos da política de criminalização, o aumento da população carcerária e o aumento da violência.
Como alternativa, o relatório apontou políticas de redução de danos e uma abordagem mais voltada a políticas de saúde pública do que tratamento policial. O grupo angariou gente graúda, como o ex-secretário geral ONU, Kofi Annan, e lançou na quinta-feira, em Nova York, um relatório global sob tais perspectivas.
Alun Jones preferiu não emitir opinião sobre as realizações do grupo. Ele disse que quem escolhe as políticas a serem implementadas são os países membros da ONU, portanto cabe a seus governantes decidir. "O que posso dizer sobre o assunto é que nos últimos anos não houve tentativa de mudança das leis e orientações internacionais por parte dos países".
No entanto, ele afirmou que a própria ONU valoriza o tratamento dos usuários como questão de saúde. "A ONU procura proteger a saúde, os direitos humanos e a justiça mesmo quando se trata de política de drogas e crime. Nosso objetivo é alcançar uma forma compreensiva e equilibrada para a prevenção e tratamento do uso abusivo de drogas ao mesmo tempo em que tenta conter a produção e o tráfico de narcóticos. A dependência de drogas é uma doença, não um crime. Tratamento proporciona uma cura muito mais eficiente do que punição. Essa é uma conclusão baseada em evidências científicas. Nenhum usuário de drogas deve ser estigmatizado ou marginalizado", disse.
Segundo Jones, as drogas tidas como mais perigosas pela Unodc são heroína e cocaína. No entanto, ele alertou para a crescente evolução de drogas sintéticas que podem ser tão prejudiciais. "O pior problema continua sendo o Afeganistão. É o maior produtor de ópio e heroína. O tráfico lá representa problemas para os países vizinhos. A Ásia central, Rússia e o leste europeu e o oeste africano têm estado na mira do tráfico de cocaína vindo da América do Sul", afirmou. Ele também disse que a violência no México continua aumentando por causa do tráfico de drogas.

Especialista russo critica descriminalização de drogas



Para Viktor Ivanov, é “uma campanha de propaganda para promover o uso de narcóticos”

www.diariodarussia
06/06/2011

O chefe do Serviço Federal de Controle de Drogas na Rússia, Viktor Ivanov, criticou o movimento mundial para a legalização de algumas drogas ilícitas e o chamou de “uma campanha de propaganda para promover o uso de narcóticos”.
Uma parte da mídia interpretou erroneamente o relatório da comissão como uma opinião oficial das Nações Unidas. Disse Ivanov: “Temos de nos dar conta de que estamos lidando aqui com propaganda global da venda de drogas ilícitas. Essa campanha está vinculada a lucros imensos que chegam a cerca de 800 bilhões de dólares anuais.”
Ivanov acrescentou que a Rússia já havia passado pela triste experiência de legalizar temporariamente certas drogas, especialmente aquelas que contêm codeína, usado por suas propriedades no combate à tosse e à diarreia.
O funcionário disse que os russos consomem anualmente cerca de seis toneladas métricas de codeína, que possui essencialmente as mesmas propriedades da heroína, e a demanda por essa droga está crescendo exponencialmente. Em obediência às ordens do Presidente Dmitri Medvedev, drogas relacionadas à codeína só serão vendidas mediante a apresentação de receita médica, a partir de novembro de 2011.
Segundo estatísticas das Nações Unidas, existem 2,5 milhões de viciados em drogas na Rússia e mais de 5,1 milhões usuários de drogas no país. Medvedev ordenou em abril que se elaborassem propostas que introduzam o tratamento médico obrigatório como alternativa para as medidas penais contra os viciados em drogas.

Modelo implementado há uma década em Portugal fez das drogas uma prioridade da saúde pública



IVAN MARSIGLIA

O timing, ao menos, foi favorável. A estreia em São Paulo do polêmico documentário Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade - conduzido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e que propõe um debate sobre a descriminalização do uso de drogas - foi precedido por duas manifestações de rua. No dia 20, a Marcha da Maconha, proibida pela Justiça e rebatizada Marcha da Liberdade, reuniu cerca de 700 pessoas na capital e acabou dispersada pela PM com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Sábado seguinte, dia 27, depois de o governador Geraldo Alckmin criticar a ação da polícia, uma nova passeata, engrossada por 5 mil participantes, transcorreu sem incidentes.
No filme, um dos interlocutores de FHC, o venezuelano Moisés Naím, editor-chefe da revista Foreign Policy, defende para as drogas um caminho do meio, "entre a proibição absoluta e a permissão total". Foi o que fez, há uma década, o governo português: descriminalizou o uso de todas as drogas, sem no entanto legalizá-las: produção e tráfico continuaram proibidos e reprimidos duramente. Ao viciado, e até ao usuário ocasional, cabe tratamento pelo sistema público de saúde. "Centramos no problema da pessoa que consome, não no produto", explica o secretário de Estado da Saúde de Portugal, Manuel Pizarro.
Médico, 47 anos, nascido em Coimbra, Pizarro foi um dos artífices do modelo português de descriminalização. Na entrevista a seguir ele fala dos resultados obtidos em seu país, como a redução do consumo entre jovens e a mitigação da tragédia familiar da droga, embora se mantenha cauteloso quanto à prescrição do receituário a outras realidades. O mais importante, diz, é não encarar a medida como a bala de prata que resolve tudo: "Se não for acompanhada de estruturas de prevenção, redução de danos, tratamento e reinserção, pode não servir para nada".
Dez anos depois da lei de descriminalização em Portugal, quais são os resultados?
Temos procurado, numa matéria tão delicada como essa, não reclamar sucessos que possam ser questionados. Nos últimos dez anos a situação portuguesa em matéria de consumo de drogas ilícitas melhorou muito. Na década de 90 esse era o problema que mais afligia as famílias portuguesas. Agora, deixou de estar entre os dez mais preocupantes. O consumo, esporádico ou regular, de substâncias ilícitas entre os jovens dos 12 aos 18 anos caiu - fato confirmado em estudos nacionais e internacionais com origem no Observatório Europeu das Drogas e Toxicodependência (OEDT). E aumentou o número de toxicodependentes em tratamento. A aproximação dessas pessoas do sistema de saúde foi o resultado mais importante da lei. Por consequência houve uma acentuada redução de casos de infecção por HIV e de hepatites B ou C.

Em que consiste a lei?
O aspecto mais inovador é a consideração de que o consumo de substâncias ilícitas, ou sua posse para uso próprio, deixou de ser crime. Consumir droga continua a ser ilegal, mas deixou de ser crime, sendo tratado - e punido, se for caso disso - como infração administrativa. Essa mudança resultou de uma reflexão estratégica: os esforços realizados até o final dos anos 90, numa ótica meramente proibicionista e criminalizadora, não tinham resultado. Ao mesmo tempo, ganhou-se consciência de uma contradição: os médicos diziam que o dependente é um doente, mas a lei dizia que o consumo de drogas era crime. Que sentido fazia, por exemplo, existir um programa nas farmácias, apoiado pelo governo, para promover a troca de seringas? Então o governo contribuía para a concretização de um crime? A nova estratégia aposta no humanismo e no pragmatismo.

Houve resistências na sociedade portuguesa quando a lei foi aprovada?
Muitas. Políticos mais conservadores chegaram a dizer que Portugal se tornaria destino turístico para consumidores de drogas, que aterrariam em Lisboa aviões só para esse fim. Na época, o responsável pela área era o atual primeiro-ministro, José Sócrates, que, com sua determinação e o envolvimento da comunidade científica, conseguiu levar o processo até ao fim. Hoje, dez anos passados, em face dos resultados alcançados desapareceram todas as resistências e não há nenhum partido político com representação no Parlamento que reclame o regresso à antiga solução legal.

Qual foi o custo para o sistema de saúde?
Essa conta não está feita. Foram criadas novas estruturas para onde são encaminhados todos os que forem encontrados a consumir ou na posse de pequenas quantidades de substâncias ilícitas, as Comissões de Dissuasão da Toxicodependência (CDT). São estruturas muito leves, normalmente constituídas por um jurista, um psicólogo e um técnico do serviço social. As CDTs estão inseridas no universo da saúde e não no mundo judicial, o que determina seu enfoque. Por outro lado, reforçou-se toda a estrutura existente para o tratamento dos dependentes. E aumentaram os recursos para apoiar equipes que fazem trabalho de rua, quer nas ações de redução de danos (troca de seringas, distribuição de metadona, entre outras), quer na tentativa de trazer mais pessoas para o tratamento. No entanto, no seu conjunto, a área de dependência representa menos de 1% da despesa do sistema de saúde português. A despesa do sistema de saúde em tratamento da infecção por HIV em Portugal é três vezes superior ao gasto na área da dependência.

O que acontece com o usuário se ele se recusa ao tratamento?
A CDT pode orientar a pessoa para o tratamento e pode, complementarmente, penalizá-la de outras formas, entre as quais a multa ou a obrigação de apresentação periódica. Além disso, o sistema se comunica com o sistema judicial: uma pessoa pode ser encaminhada para o sistema criminal se houver suspeita de que a droga não era para seu consumo. A verdade é que a esmagadora maioria dos que são acompanhados cumpre voluntariamente a orientação da CDT. Em muitos casos, trata-se de consumidores esporádicos - alguns também têm problemas de inserção social e personalidade.

E a repressão ao tráfico, mudou após a lei?
Nossas polícias têm sido eficazes no combate ao tráfico e, nos últimos anos, essa eficácia aumentou globalmente. Claro que o engenho dos narcotraficantes também se aperfeiçoou e esse é um combate que exige esforço diário. Nessa área o novo enquadramento legal faz também todo o sentido. Não é razoável ocupar as polícias na repressão ao consumidor de drogas, mas concentrar sua ação no combate ao tráfico.

E faz sentido descriminalizar o consumo e manter o combate ao tráfico?
Com certeza. Nós somos contra a droga e não contra aqueles que a consomem. Queremos proteger os seres humanos que esse flagelo destrói.
Seria viável a montagem de um sistema semelhante em países de grandes populações, como o Brasil e os EUA?
Uma das nossas regras é procurar não dar conselhos numa matéria tão complexa. Avaliamos de forma muito positiva nossa experiência. Mas somos um país pequeno, com forte estrutura de saúde, que foi capaz de dar resposta às necessidades que o novo sistema legal criou. A descriminalização não pode ser vista como uma bala de prata, que resolve tudo. Se não for acompanhada de estruturas de prevenção, dissuasão, redução de danos, tratamento e reinserção, pode não servir para nada. Aqui, pudemos verificar que o consumo de drogas pode ser descriminalizado sem alarme social e com manifestas melhorias.

E sobre a legalização propriamente dita das drogas, qual é sua opinião?
Acho, e estou a emitir uma opinião inteiramente pessoal, que esse debate deve ser realizado. Em escala internacional o proibicionismo não tem conduzido a nada de bom. Ao contrário, ajudou à construção de uma rede criminosa de grandes proporções e destruiu a vida de milhões de seres humanos. Mas um debate sobre a legalização da droga não faz sentido conduzido em cada país por si só. Exige uma nova atitude da comunidade internacional.

Além da descriminalização, alguns propõem que a maconha - responsável por 80% do consumo de drogas no Brasil - possa ser cultivada em casa. Assim se enfraqueceria o tráfico e se manteria o usuário longe do traficante. Como isso é encarado em Portugal?
A distinção clássica entre diferentes tipos de droga, as leves (de que a maconha é exemplo) e outras, ditas pesadas (como a heroína), não faz sentido hoje. Trata-se da mesma doença e as consequências potenciais para os seus consumidores são similares. Por isso, nossa legislação não distingue entre tipos de substâncias ilícitas. Estamos centrados no problema da pessoa que consome, e não no produto. O que interessa é a relação do indivíduo com a substância.

Segundo a revista científica The Lancet, a maconha fica em 11º lugar na lista de drogas mais nocivas à saúde, encabeçada pela heroína e a cocaína - atrás da bebida e até do tabaco. Ela deve receber o mesmo tratamento?
O problema, para a saúde individual, é o da dimensão e frequência dos consumos. As substâncias cujo consumo causa mais problemas de saúde em Portugal são lícitas: o tabaco e o álcool. No caso do tabaco, pela generalização do uso. No do álcool, pelo consumo imoderado. É sabido que o consumo de pequenas quantidades pode até ter benefícios cardiovasculares. Repito, não me parece possível, na prática, retomar a distinção entre drogas leves e pesadas.
Há quem diga que as leves servem de porta de entrada para as pesadas.
Em Portugal, com o consumo de haxixe, verifica-se outro fenômeno preocupante. Até há alguns anos os consumidores de haxixe eram muito jovens, de uso esporádico em pequenas quantidades. Recentemente, há consumidores um pouco mais velhos, com dinheiro para consumir maiores quantidades e com maior frequência. Disso resultam alterações profundas da saúde mental, com casos frequentes de psicose induzida pela Cannabis. Assim, uma droga que parecia benigna se torna um drama para aquela pessoa e sua família. Não dramatizo o consumo ocasional de haxixe. Mas recuso uma tolerância social que difunda a ideia de tratar o consumo de drogas como coisa banal.

Embora a experiência portuguesa venha sendo tomada como exemplo na Europa, outros países têm feito uma inflexão distinta. A Holanda, por exemplo, anunciou que vai vetar o uso de seus coffee shops por turistas estrangeiros. O cenário europeu aponta para liberalização ou mais restrição?

A experiência portuguesa tem merecido muito interesse, na Europa e no mundo. Mas, como já disse, uma política nacional nesta matéria tem que ter em conta a realidade de cada país. E a dicotomia liberalização/restrição não explica tudo. Em Portugal não ocorreu nenhuma liberalização. Apenas separamos o mundo do tráfico, onde reforçamos nosso aparelho repressivo, do mundo dos consumidores, que abordamos como problema de saúde. Uma estratégia que intervém de forma equilibrada sobre a oferta e a procura.

Como o sr. avalia o modelo holandês?
A experiência holandesa deve ser avaliada como tal: uma experiência. Na Holanda não houve descriminalização do consumo, como em Portugal. Os holandeses fizeram uso da prerrogativa constitucional do procurador da república para, de acordo com o princípio da oportunidade, deixarem de perseguir determinado crime. Permitiram o consumo de derivados da Cannabis na expectativa de separar esse mundo daquele das drogas mais "duras". Na avaliação que hoje fazem, as autoridades holandesas estão preocupadas com outros aspectos, como o do estímulo ao narcoturismo.

Qual é o próximo passo?
Nosso quadro legal parece adequado ao estado de desenvolvimento civilizacional em que nos encontramos. Assim, alterar a lei não nos parece prioritário. Claro que temos que acompanhar com cuidado o que se passa em escala internacional. Nas palavras de Wolfgang Götz, o presidente do OEDT, estamos a "disparar sobre um alvo em movimento". Isso impõe que estejamos atentos e capazes de nos adaptar em cada momento. É especialmente importante não reduzir nossos esforços nessa matéria. Os bons resultados alcançados devem servir para nos inspirar a prosseguir.
Manuel Pizarro
Médico, secretário de Estado da Saúde de Portugal e ex-deputado da Assembleia da República

sábado, 4 de junho de 2011

EUA se opõem à descriminalização das drogas: Andrew Shapiro

EUA se opõem à descriminalização das drogas, diz enviado de Obama


O governo americano avalia que sua política de combate ao narcotráfico está funcionando e se opõe à descriminalização do uso de drogas, disse à reportagem o secretário de Estado assistente dos Estados Unidos para Assuntos Político-Militares, Andrew Shapiro.
Shapiro iniciou na quarta-feira (1º) sua primeira viagem ao Brasil, depois de uma escala na Colômbia, país sul-americano que mantém a relação mais próxima com as Forças Armadas americanas. No Rio, ele falou a integrantes da Escola Superior de Guerra e visitou o centro de treinamento para os militares enviados às forças de paz da ONU. Em Brasília, participa do diálogo político-militar entre dois países, reforçado pelo acordo de cooperação em defesa assinado no ano passado.
Questionado sobre o temor dos militares brasileiros de que as reservas de petróleo da "Amazônia azul" --o litoral-- sejam alvo da cobiça internacional, Shapiro disse que os EUA querem manter com o Brasil uma colaboração no setor energético que não seja vista como uma "relação de exploração".
Na entrevista em que repetiu inúmeras vezes as palavras "parceria" ou "parceiro", para definir o relacionamento bilateral, ele disse que os EUA estão oferecendo um nível de transferência tecnológica "sem precedentes" caso a FAB opte pelo F18 da Boeing na renovação de sua frota de aviões caça.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

O presidente da Colômbia parece ter desistido de submeter ao Congresso o acordo militar assinado em 2009 com os EUA. O acordo está morto?
ANDREW SHAPIRO - Acho que eles ainda estão analisando as implicações legais da decisão da Corte Suprema [de que o acordo tinha que ter aprovação parlamentar]. O importante é que temos uma relação de defesa muito robusta com os colombianos e, independentemente do estado final desse acordo, não haverá impedimento a que continuemos a colaborar com a Colômbia como fizemos na última década.

Mas vocês não poderão ampliar o uso de instalações colombianas.
Houve muito mal entendido e mitologia sobre esse acordo. Boa parte dele era apenas a atualização de acordos já existentes, que foram englobados em um único. Nunca foi sobre bases americanas independentes, mas sobre nossa habilidade de cooperar com eles e modernizar o que já existe.

A chamada guerra às drogas tem sido muito criticada. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acaba de fazer um filme que apoia essas críticas e propõe a descriminalização do uso de drogas. Haverá mudanças na política americana?

Uma das coisas que eu constatei na Colômbia é que o Plano Colômbia [de combate ao narcotráfico e à guerrilha] foi bastante bem sucedido. Houve uma redução de produção de coca como resultado de nossas políticas. Certamente não é a política dos EUA defender a descriminalização dos narcóticos. Ainda há desafios na região, que estamos trabalhando com nossos parceiros para enfrentar. Mas, da minha perspectiva, nossos esforços funcionaram.

O Brasil discute os próprios acordos com os vizinhos para combater o tráfico nas fronteiras. Como o sr. vê isso?

Queremos trabalhar com todos os nossos parceiros na região, incluindo o Brasil, sobre a melhor maneira de combater o narcotráfico. É uma questão que afeta todos os países no hemisfério, prejudica a todos.

Um dos principais focos da atual doutrina militar brasileira é a proteção da chamada Amazônia azul, o litoral. Isso presume que, com a futura escassez de energia, a região será alvo de cobiça internacional. Se fosse brasileiro, o sr. também estaria preocupado?

Globalmente, a administração de recursos naturais é um desafio diante do aumento da demanda. Do nosso ponto de vista, queremos ser um parceiro do Brasil, e essa foi uma das questões discutidas no Diálogo de Parceria Global que a secretária de Estado acaba de ter [em Washington, com o chanceler Antonio Patriota]. O presidente dos EUA também veio aqui recentemente para uma visita muito importante. É o tipo de questão que queremos abordar juntos como parceiros, e não a partir da visão de uma relação de exploração. Saudamos a importância crescente do Brasil no palco internacional e queremos trabalhar em parceria com o país.

O ministro da Defesa brasileiro tem sido crítico das operações da Otan (aliança militar ocidental) fora da fronteira de seus países-membros. Também criticou os EUA por não terem ratificado a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar. Como o sr. responde?

Nosso governo gostaria de ratificar a convenção, e precisamos trabalhar com nosso Senado para garantir os votos nesse sentido.

O ministro tem razão em temer operações da Otan no Atlântico Sul?

Não sei exatamente o que ele disse, mas nossa meta de engajamento militar neste hemisfério é trabalhar em parceria. E há algumas áreas nas quais é cada vez mais importante que o Brasil e os EUA trabalhem juntos: em assistência humanitária, como no Haiti, em operações de manutenção da paz. Certamente não estamos antecipando nenhuma presença da Otan na América do Sul. Uma das razões para este diálogo que teremos em Brasília é ver em que áreas essa parceria pode ser aprofundada.

O Brasil vai recomeçar o processo de seleção dos novos caças da FAB. Que novas cartas os EUA têm para promover o F18?

Claro que achamos que é um grande avião, e, considerando os méritos, achamos que seria uma grande escolha para a Força Aérea Brasileira. Meu birô é responsável por conseguir a aprovação para nossas vendas militares externas e para as vendas comerciais diretas. Somos nós que estaremos processando a venda para aprovação. A secretária de Estado escreveu ao governo brasileiro que haverá um nível sem precedentes de transferência tecnológica para esses caças. Recentemente, o Congresso enviou cartas confirmando que os EUA estão comprometidos com isso. Achamos que, se a competição for justa, o F18 fornece a melhor solução para a Força Aérea brasileira e continuaremos a argumentar isso em nossas discussões.

Não há uma história de transferência tecnológica dos EUA para o Brasil na área militar.

Fizemos grandes avanços nos últimos anos e, em particular para essa competição do caça FX-2, tomamos a decisão de permitir um nível sem precedente de transferência tecnológica. Não achamos que isso deva ser um obstáculo à escolha do caça da Boeing. Sei que há um pouco de mitologia, muitas vezes usada pelos competidores dos EUA para se aproveitar da ansiedade que a questão provoca. Mas achamos que, se você olhar para os fatos, nossa proposta atende a todas as preocupações.

A visão aqui é que a América do Sul e a América Latina, com a possível exceção do México, não são muito importantes para os EUA.

*Eu contestaria sua tese de que o hemisfério ocidental e em particular a América Latina não são importantes para os EUA. Eles são criticamente importantes. O presidente Obama, mesmo com toda a crise no Oriente Médio, tomou a decisão de manter a visita à América do Sul devido à importância que dá à relação particularmente com o Brasil, mas também com outros países da região. Do nosso ponto de vista, há vários interesses importantes, como eu vi na Colômbia na nossa parceria contra o narcotráfico. O comércio é uma parte incrivelmente importante na relação, e os laços econômicos entre os EUA e o hemisfério também.

Com a retirada prevista das tropas de combate do Iraque e do Afeganistão, os EUA pretendem manter bases nos dois países?

Temos um acordo com o governo do Iraque sobre a retirada de nossas tropas. O secretário da Defesa Robert Gates disse que, se eles desejassem que fiquemos por mais tempo, estaríamos dispostos a considerar. Não é uma sugestão de bases permanentes, é apenas a disposição de ficar por mais tempo se eles acharem que isso será positivo para sua própria segurança. Em última instância, depende do governo iraquiano.

No Afeganistão, buscaremos até 2014 uma transição para forças majoritariamente afegãs. Ainda estamos num diálogo com o governo afegão sobre a natureza futura de nossa presença. O que deixamos claro é que não vamos abandonar o Afeganistão, ao contrário do que aconteceu no passado. Estamos lá em longo prazo. Isso não significa que estaremos lá com mais de 100 mil soldados, mas que estamos comprometidos com a segurança afegã.





Discussão Vazia

Editorial

Jornal Mogi News
Matéria publicada em 04/06/11
Discussão vaziaA descriminalização da maconha só isentaria o Estado da sua responsabilidade de combater o crime. O que se deve discutir são alternativas para coibir a corrupção nos meios policiaisA ausência de medidas mais efetivas no combate ao narcotráfico em vista à crise de segurança pública que atinge o País e o crescente contingente de jovens envolvidos com a marginalidade e lotando as clínicas de reabilitação em consequência da dependência química contribuíram para colocar a maconha no centro de um debate internacional e suscitar a onda favorável à legalização das drogas no Brasil. A polêmica em torno do assunto gira diante da tese de que, devido ao fracasso das ações de combate ao tráfico, liberar as drogas causaria menos danos à sociedade do que proibi-la.
O grupo dos que defendem esta ideia é formado por pessoas influentes em diversas áreas, como cientistas, educadores, políticos e intelectuais. Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu entrar na luta a favor da causa e defender a descriminalização da maconha sob o argumento de que isso já vem sendo feito em muitos países. O assunto, inclusive, é tema do documentário "Rompendo o silêncio", no qual o ex-presidente empresta sua imagem e admite ser a favor da plantação caseira de maconha como forma de combater o tráfico.
A tese ganha força quando falam que os efeitos nocivos da maconha se comparam ao do cigarro e da bebida alcoólica, drogas cujo consumo é liberado. Outro argumento para justificar a descriminalização é o de que os países que mais avançaram no combate ao narcotráfico são justamente aqueles que menos reprimem o uso de drogas. Nos demais, como no Brasil e principalmente em outros países da América, se gasta anualmente milhões de reais na guerra contra o narcotráfico e, no entanto, o que se vê é o aumento, a cada dia, do consumo de drogas e da criminalidade.
Com a descriminalização da maconha, o usuário passaria a ser visto como doente e não mais como criminoso. E é justamente aí que incide o problema, pois isso leva a crer que o traficante também. Aliás, a nova lei de combate às drogas, que mudou em 2006, já não prevê mais a pena de prisão para o indivíduo que for pego com substâncias ilegais. Isso, de certa forma, não inibe o tráfico, mas estimula a ação de traficantes, uma vez que a lei não define o que, de fato, configura tráfico e o que configura porte para consumo.
Além disso, o sistema público de saúde brasileiro, que não é capaz sequer de garantir o mínimo necessário aos usuários comuns, está muito longe de ter condições de oferecer um tratamento eficiente para recuperar dependentes químicos, como ocorre em países que permitem o consumo da maconha, como a Holanda. Mas a descriminalização da maconha expõe ainda outra conflagração: a da associação das drogas com a violência e o crime organizado. Uma coisa é investir em um sistema de saúde para tratar usuários de drogas. Outra completamente diferente é combater o narcotráfico, o fortalecimento de facções criminosas e o crescimento das milícias e da corrupção dos meios policiais.
Se hoje a maconha está no centro de um debate internacional isso é sinal de que a população não está satisfeita com os rumos da política de segurança pública. E isso reflete a negligência do Estado que, mesmo gastando milhões para combater o crime organizado, só fracassa no combate à violência. Mas esta ausência de reciprocidade não indica que o melhor caminho é descriminalizar. Pelo contrário, a descriminalização da maconha só isentaria o Estado da sua responsabilidade de combater o crime organizado. Por isso, o que deve discutir são alternativas para coibir a corrupção nos meios policiais, acabar com as milícias, impor penas mais duras para dificultar o tráfico e inibir o uso da droga. O que se faz com uma polícia bem remunerada, preparada e equipada para agir com eficiência no combate ao crime, sem abusar de sua autoridade ou se associar a práticas ilegais para deixar traficantes livres nos morros

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SP cria frente parlamentar para combater crack e outras drogas

O objetivo é discutir estratégias de prevenção e tratamento do vício
Do R7

A Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas foi lançada em São Paulo, nesta terça-feira (31). O objetivo é discutir estratégias e trocar experiências que impulsionem a prevenção do uso das drogas e o tratamento.
Os coordenadores da frente são os deputados Donisete Braga e Enio Tatto, ambos do PT. De acordo com Braga, a iniciativa é extremamente importante.
- Precisamos pensar em propostas de gestão compartilhada para enfrentar o problema das drogas. A Cracolândia não tem que ser uma imagem de referência em São Paulo.
Tatto acrescentou que se trata de um trabalho difícil e apontou que o pequeno número de programas do governo estadual que tratam de prevenção e assistência aos usuários de drogas dificultam o trabalho.
Eduardo Stranz, da Confederação Nacional de Municípios, falou sobre o envolvimento da entidade a partir do relato recorrente de prefeitos sobre a chegada das drogas a pequenas cidades. Uma pesquisa foi feita com 3.450 municípios e constataram que o crack deixou de ser um problema dos grandes centros, atingindo cidades com até 2.000 habitantes.
Stanz criticou a lentidão com que tem sido implantado o plano emergencial de combate às drogas criado pelo governo federal no final de 2010.

Cantora Sandy fala que uso de maconha é uma questão pessoal



DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

30/05/2011 - 11h53 | Plateia histérica atrapalha o show de Sandy em Belo Horizonte
A cantora Sandy e seu marido, Lucas Lima, prestigiaram o lançamento do documentário Quebrando o tabu, do cineasta Fernando Grostein Andrade, irmão de Luciano Huck. O filme levanta o debate sobre a política de drogas e a descriminalização da maconha ao trazer o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entrevistando personalidades de todo o mundo favoráveis à regulamentação da droga, como Bill Clinton, Jimmy Carter, Paulo Coelho e Dráusio Varella.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Drugs need new thinking

The Hindu

The Global Commission on Drug Policy, a group that includes former United Nations Secretary-General Kofi Annan and several former Latin American presidents, is expected to announce soon that the “war on drugs” has been a failure. The Mexican government states that since President Felipe Calderón took office in 2006 and implemented a crackdown, trafficking has been a factor in 35,000 deaths, and drug-related corruption is out of control. In the United States, which has the world's highest levels of use, the NGO Drug Policy Alliance estimates that official bodies spend $51 billion a year fighting drugs. The political context is also significant. In India, regions like the Northeast reveal connections between conflict and opportunities for trafficking, as also between injected drugs and HIV/AIDS transmission. Furthermore, law and policy are no deterrents; research on cannabis use has found that the most important factor is the social context. With illegal drugs now a major source of income for organised crime, governments cannot curb the trade and often resort to torture and extra-judicial killings. State agencies also seem to deal in deadly drugs. The crashes in Latin America of two aircraft used by the CIA for the rendition of terrorism suspects for torture elsewhere revealed cargoes totalling four tonnes of cocaine.

The human cost of the failed war on drugs is incalculable, and the need for radical new approaches can no longer be denied. The main international instrument, the 1961 U.N. Single Convention on Narcotic Drugs, has no enforcement mechanism and is almost toothless. Legalisation is controversial, with few politicians ready to support it publicly. Fortunately, a broad consensus across ideological lines is emerging in the form of decriminalisation, which makes drug use an administrative violation but treats trafficking as a criminal offence. In Portugal, the only European Union state to legislate to this effect, it has been assessed as an undisputed success. Drug use and drug-related deaths and diseases have declined over the last decade, and the use of harm-reduction services has increased greatly. Several Latin American countries — which have been ravaged by the drug trade — as well as some EU states and a few regional governments elsewhere have got good results from de facto decriminalisation. The strategy may, however, encounter resistance from powerful vested interests, including police and other security forces, politicians fearful of public disapproval, and drug cartels. The Global Commission's statement will be awaited with interest, as it could signal an overdue change in the world's attitude to drugs.

André Urani: A descriminalização das drogas

André Urani: A descriminalização das drogas
Rio - Descriminalizar as drogas: este é o mote de ‘Quebrando o tabu’, filme estrelado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (e produzido, entre outros, por Luciano Huck), que estreia, em circuito nacional, nesta sexta-feira.
O tema é polêmico, mas a causa vem ganhando mais e mais adeptos. FHC está cada vez mais envolvido com ela, a ponto de presidir a Comissão Global de Políticas sobre Drogas, da qual também participam, entre outros, os ex-presidentes César Gavíria (da Colômbia), Ernesto Zedillo (do México) e Ruth Dreifuss (da Suíça), o ex-Comissário para as Relações Exteriores da União europeia, Javier Solana, e os escritores Carlos Fuentes e Mario Vargas Llosa.
Nosso Governador, Sérgio Cabral, manifestou-se a favor, logo que assumiu seu primeiro mandato. A presidente Dilma não se manifesta muito sobre o assunto, mas parece ser contra, uma vez que não hesitou em demitir, logo no início de seu governo, o secretário Nacional sobre Drogas, Pedro Abramovay, quando este declarou ser favorável à descriminalização dos “pequenos traficantes”.
A clivagem não é entre esquerda e direita ou entre caretas e doidões. Defender a descriminalização não significa fazer a apologia do uso ou do tráfico de drogas; o ponto de convergência dos que se alinham nesta frente do debate é o reconhecimento do fracasso de políticas meramente repressivas, como a guerra contra as drogas comandada pelos EUA nas últimas décadas. Se a ideia é a de incentivar a redução do consumo, os recursos seriam muito melhor empregados se fossem direcionados à educação e ao combate à dependência. Ou seja, se o tema fosse tratado como uma questão de saúde pública, e não de polícia.
Alguns países, como Portugal, Itália, Espanha e Alemanha, têm realizado avanços importantes nesta direção. Com resultados interessantes. Aqui no Rio, como em outras grandes cidades brasileiras, poderia ser um elemento a mais da estratégia de diminuição da violência em curso. Dada a visibilidade internacional que teremos por conta dos grandes eventos, poderíamos assim contribuir para dar um maior peso a esta questão no debate político mundial, e assumir um papel de relevo neste debate.

André Urani é economista e presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade

"Liberal" the Netherlands Joins War on Drugs

‘Liberal’ the Netherlands Joins War on Drugs
POSTED AT 12:34 PM ON MAY 29, 2011 BY MICHAEL VAN DER GALIEN

For some reason, the Dutch government has suddenly decided to wage war on marijuana. As most foreigners undoubtedly know, the Dutch ‘tolerate’ the use of this soft drug. Heck, it’s one of the primary reasons hundreds of thousands of tourists flock to Amsterdam every year; that and the famous Red Light District.
Well, the government has now decided that enough is enough. Justice minister Ivo Opstelten announced last week that he’ll introduce a so-called weed-card. Dutchmen who want to smoke weed have to show this card to the coffeeshop owner. If they don’t own one, they can’t buy themselves a joint.
Although the card is obviously an annoyance to many Dutchmen, the ones truly hurt by it are the tourists; the card will only be available to Dutch citizens.
The Dutch tourist branch is, therefore, not exactly charmed by Opstelten’s plan. And why would they? They could very well face losses of hundreds of millions of euros – and that at a time when Europe’s economies are already struggling.
Not only will this plan be enormously costly, it’s also likely to be extremely ineffective: many tourists will undoubtedly find a Dutchman willing to buy some drugs for them (against a minor fee, of course). Perhaps they’ll even be able to buy it themselves – not in a coffee shop but at a street corner.
Which brings me to my third (and final) objection to Opstelten’s unsavory plan: drug dealers will undoubtedly take over the streets. Heck, perhaps even entire neighborhoods. And how is the government going to combat that? With the tiny, useless Dutch police force? Right. Well, that’s at least going to be… entertaining.
Being tough on crime is a wonderful idea, but declaring war on soft drugs isn’t exactly a smart move; especially not when a country is facing many other – real, rather than imagined – problems.

* Although I’m pro-legalization of soft drugs, by the way, I don’t use it myself. Just to make that clear.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Absolutamente equivocados os argumentos do Coronel José Vicente da Silva Filho: cabecinha de soldado.

Justiça não teve opção a não ser proibir marcha, diz coronel
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DE SÃO PAULO

Para o coronel reformado da Polícia Militar José Vicente da Silva Filho, consultor em segurança pública, a Justiça acertou ao vetar a Marcha da Maconha no último sábado (22) em São Paulo.

Marcha da Maconha é parte da democracia, diz advogado
Alckmin diz não compactuar com ação da PM na marcha


Folha - O que o sr. acha da proibição da marcha?
José Vicente da Silva Filho - A maconha é proibida. Enquanto for assim, não outra interpretação a não ser proibir qualquer forma de apologia a ela.

Proibir a manifestação não é uma forma de censura?
Não porque a manifestação é para discutir a liberação ao consumo. A discussão não tem que ser colocada em marcha, mas no devido foro, o Congresso.

E a reação da PM?
Conflito de rua é sempre inesperado. Só uma parte tem direito a usar a força: o Estado, representado pela polícia. Estão sendo abertos procedimentos para verificar se houve uso da força além do necessário.

Sobre a legitimidade da ação, não há o que questionar: a polícia recebeu uma ordem, fez o serviço. Manifestantes se excedem e é difícil fazer a contenção, a não ser com o uso da força, eventualmente fazendo detenções, usando o gás, cassetete -toda polícia do mundo democrático tem esse instrumental.

Marcelo Rubens Paiva: O Despreparo da Polícia Militar do Estado de São Paulo

Marcelo Rubens paiva

1 dos manifestantes presos, perigoso bandido, sociopata. Cabeludo maconheiro?

O despreparo da corporação: é uma das justificativas dos estudantes da USP preferirem o risco de serem assaltados à presença da PM no campus.

Pode parecer 1 suicídio. Mas pensando bem…

A PM fora das universidades foi uma conquista lá trás dos tempos da ditadura.

O pacto transformou univesidades em polo de fomento de debate e manifestação política e de exibição da cultura proibida pela censura.

Como dizíamos: O Campus é um território livre.

O combate à ditadura e a luta pela Anistia e liberdade de expressão começaram lá.

Me lembro de sessões clandestinas de filmes como IRACEMA, UMA TRANSA AMAZÔNICA, de Jorge Bodanski, censurado nos cinemas, mas que circulava livremente pelos departamentos.

De montagens de peças de BRECHT, PLINIO MARCOS, NELSON RODRIGUES censuradas.

De livros xerocados que passavam de mão em mão, como ZERO, de Loyola, FELIZ ANO NOVO, de Rubem Fonseca.

Obras que se vistas e lidas pelo brasileiro comum poderiam causar convulsão social e degradação dos valores cristãos.

Assim como shows de GIL e MILTON em que canções censuradas eram tocadas e debatidas livremente na USP e UNICAMP,e que faziam apologia às metáforas e poética.

Metáforas eram muito perigosas para a Segurança Nacional.

O que vi casualmente ontem pelas ruas de São Paulo mostra o quanto a nossa polícia continua burra, despreparada e, pior, ultrapassada.

Coloca em risco a vida de muitos.

Na Rua Augusta, camburões passavam a mil na contra-mão.

Novinhos em folha – parabéns governador.

Motos subiam nas calçadas.

Cruzavam o público que ia às compras, carrinhos de bebes, velhinhas com bengalas.

Soldados com a mão no coldre vigiavam as esquinas.

Policiais xingavam manifestantes, que desciam a rua e gritavam:

“Polícia é pra bandido, não pra maconheiro!”

Uma manifestação com mil [ESTADÃO] ou 700 [FOLHA] moleques, desses que você vê nos bares de Pinheiros ou do Centro, fora dispersada na AV. PAULISTA pela Tropa de Choque.

De um lado, jovens com cartazes escritos a mão, do outro, a PM com escudos, bombas de gás e rifles com balas de borracha.

Comandados por um despreparado de um tal capitão Del Vecchio, que colocou pânico na região.

Manifestantes correram em todas as direções.

Parte desceu a AUGUSTA em direção à delegacia, para onde foram levados 4 presos.

Manifestação proibida 1 dia antes, por outro juizinho despreparado do TJ-SP, que afirmara que ela faria apologia ao uso das drogas.

Como se a PARADA GAY fizesse apologia ao homossexualismo.

Ri sozinho.

Este debate é tão antigo…

Me lembro que em 1982 na PUC-SP, ouve manifestação parecida e protesto na PRAÇA DA REPÚBLICA.

Esse assunto é velho.

FHC já saiu em defesa da liberação.

Nem sei pq o governo do estado, a PM, a Justiça, se mobiliza toda até hj para impedir o debate.

Até a THE ECONOMIST, bíblia do mercado, já afirmou que a guerra contra as drogas está perdida.



Enquanto a molecada quer dialogar, o Estado enfia a porrada.

Ora, vão combater bandido…

Resultado: marcaram outra manifestação para o próximo sábado, pela liberdade de expressão.

Cuidado com a PM.

Os> E não vem me chamar de maconheiro, porque nem sei mais o que é isso há anos.

+++

Bruno Nogueira [que deve ser outro maconheiro, vagabundo, pária de sociedade, escritor] relata mehor do que eu no seu site:

http://torturra.wordpress.com/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Marcha de Evangélicos contra as drogas em Recife.



GRANDE RECIFE // MANIFESTAÇÃO
Marcha de evangélicos contra as drogas reúne cerca de mil pessoas
Publicado em 22.05.2011, às 16h31

Mais de mil pessoas participaram de uma passeata em oposição à Marcha da Maconha, que aconteceu no bairro do Recife na tarde deste domingo (22). Pastores, membros de igrejas evangélicas e de outros segmentos da sociedade da civil levantaram a bandeira da não descriminalização das drogas e da afirmação dos valores da famílias pelas ruas do centro da cidade.
A manifestação, liderada pelo presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Família, o deputador estadual e pastor Cleiton Collins, do PSC, durou cerca de duas horas. Seguindo um trio, a caminhada aconteceu no bairro da Boa Vista, partindo da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na área central do Recife, e percorrendo as Avenidas Mário Melo e Cruz Cabugá, Rua do Hospício, Avenida Conde da Boa Vista e Rua da Aurora.
Segundo o pastor Cleiton Collins, o evento teve dois dias para se organizar. "Ficamos aguardando um posicionamento do Ministério Público depois de termos pedido a proibição da Marcha da maconha, que é uma apologia às drogas. É um crime", afirmou.
Para o médico e membro da Federação Pernambucana de Residências Terapêuticas, Marcelo Machado, o ato pode alertar as pessoas que a questão das drogas é um problema de saúde pública. "Já vivemos uma epidemia de crack. O percurso do vício tem como porta de entrada, muitas vezes, a maconha, que é uma droga psicotrópica e que agrava problemas de surtos psicóticos, por exemplo", conta.
A auxiliar de serviços gerais Gilvânia Batista, 43 anos, acredita que a manifestação é uma forma de defender os direitos da família. "Temos que estar atentos aos problemas que afetam as famílias, principalmente no que diz respeito à entrada dos jovens no mundo das drogas". Ela também faz parte de um grupo de uma igreja evangélica no bairro do Curado IV e tenta conscientizar os jovens para não usar drogas.