domingo, 21 de novembro de 2010

Literatura Tóxica



Veja on line

Literatura tóxica
Dos poemas sobre o ópio aos romances sobre o ecstasy, como os escritores se relacionaram comas drogas nos últimos 200 anos

Carlos Graieb
Empregada originalmente como anestésico para cavalos, a ketamina transformou-se em Special K, uma droga popular nas raves, aquelas festas que duram até de manhã e são movidas a música tecno. Seu efeito mais marcante é produzir breves estados de apagão, durante os quais os usuários são sugados para o que chamam de "dimensão K". Ainda não se conhece nenhum poema ou ficção que trate dessa experiência, mas o crítico inglês Marcus Boon não tem dúvida de que eles logo surgirão, assim como já existem romances sobre o ecstasy. "Neste momento, algum adolescente está escrevendo um romance com o título Dimensão K", afirma ele. E isso acontece porque 200 anos de escrevinhação inspirada pelas drogas ou a respeito delas acabaram por consolidar um gênero literário. Em The Road of Excess (A Via do Excesso), Boon reconta a história desse gênero de maneira inovadora e cativante, apesar de acadêmica. Recém-lançado nos Estados Unidos, o livro aborda textos famosos e outros nem tanto, assim como fala de viciados confessos e de autores que preferiram não se alongar sobre suas experiências com substâncias clandestinas.
O fundador da literatura tóxica, diz Boon, foi o inglês Thomas De Quincey, que, em 1821, publicou Confissões de um Comedor de Ópio. Depois dele, outras figuras registraram suas viagens. O francês Charles Baudelaire criou a expressão "paraísos artificiais" em 1860, para descrever o estado induzido pelo haxixe e pelo láudano. Seu conterrâneo Henri Michaux, já no século XX, explorou os efeitos da mescalina. O alemão Walter Benjamin filosofou sobre o haxixe. O romancista inglês Aldous Huxley fez testes com psicodélicos. E os beats americanos, como Jack Kerouac e William Burroughs, banquetearam-se num verdadeiro smorgasbord de substâncias. Boon, no entanto, não se limita às figuras mais conhecidas.
The Road of Excess mostra que, se De Quincey inaugurou o discurso literário sobre as drogas, anteriormente já havia autores bastante íntimos delas. No século XVII, por exemplo, o poeta inglês John Dryden zombou em versos de um dramaturgo adversário por seu vício em ópio – um "remédio" que o crítico Dr. Johnson, na mesma época, também usava. Os românticos ingleses Keats, Byron e Shelley foram consumidores ocasionais do láudano – ao passo que seu colega Samuel Coleridge viciou-se realmente, de 1790 até sua morte, em 1834. Seu poema Kubla Khan, de 1816, é antecedido de uma nota que revela como "um sono induzido por droga" levou à composição. Na Alemanha, o poeta Novalis (1772-1801), apreciador do ópio, especulava filosoficamente sobre seu uso na criação de "um novo corpo". E até o extraordinário Goethe, uma das maiores figuras do século XVIII, pode ter dado um tapinha no haxixe – segundo um manuscrito descoberto recentemente na Áustria.
Marcus Boon também discute casos pouco explorados do período "pós-De Quincey". Um dos mais interessantes é o do francês Marcel Proust, autor de Em Busca do Tempo Perdido, um monumento literário modernista. Acometido de asma e problemas do sono, desde a adolescência ele tomou coquetéis que incluíam barbitúricos, ópio, morfina, heroína e éter. Embora louve a maneira como Proust refletiu, por exemplo, sobre o problema da percepção do tempo, a crítica até hoje negligencia o fato de que seu corpo "estava sempre inundado de substâncias que produzem exatamente as reações cognitivas descritas em seus livros". Outro exemplo curioso é o do filósofo Jean-Paul Sartre. Nos anos 50, ele se entupia de anfetaminas. Isso resultou num estilo palavroso e desordenado de escrita, e em obras virtualmente impenetráveis como Crítica da Razão Dialética e Saint Genet. Além desses estimulantes, Sartre também fez uso de um psicodélico, a mescalina. Seus colegas pensadores Martin Heidegger e Michel Foucault o imitaram nesse ponto, embora tenham preferido o LSD.
Segundo Marcus Boon, drogas diferentes produziram diferentes efeitos literários. Narcóticos como o ópio deram origem a uma espécie de gnosticismo – a crença de que o homem está preso num mundo corrompido, e de que a droga proporcionaria o vislumbre de um outro universo, autêntico, onde reside a verdade. O haxixe engendrou utopias de transformação social. Os psicodélicos ficaram associados a experiências esotéricas. Já os estimulantes, como a cocaína, são as drogas menos ligadas a idéias de transcendência ou espiritualidade. Desde cedo, elas foram tão-somente "ferramentas de trabalho" – a imagem clássica é a do beat Jack Kerouac ligadíssimo, datilografando dia e noite o romance Na Estrada num rolo de papel de parede. O poeta inglês W.H. Auden era outro que recorria a anfetaminas para trabalhar. Mas, nesse campo, ninguém bate o escritor de ficção científica Philip K. Dick, autor de Minority Report. Ele estava em permanente excitação química. Os estimulantes parecem ter-lhe sugerido vários personagens que são homens-máquina – e alguns que não sabem se são deuses ou aleijões.
Em momento nenhum Marcus Boon defende o uso de drogas. Pelo contrário, ele combate a idéia de que elas conduzam a uma experiência estética. Criada pelos românticos, e associada depois aos temas da rebeldia e da transgressão, essa idéia seria responsável por boa parte da mística em torno dos tóxicos. De fato, a leitura de The Road of Excess faz duvidar muito da capacidade das drogas de transformar alguém em artista. De Paraísos Artificiais, de Baudelaire, a Trainspotting, do escocês Irvine Welsh, passando por Uivo, do beat Allen Ginsberg, escritores chapados produziram alguns bons textos, mas nenhuma obra-prima – a menos que se queira creditar toda a produção de Proust ao éter ou à morfina. Mais ainda. "Desde 1950 não há avanços na literatura sobre narcóticos", escreve Boon. "Os mesmos relatos confessionais de vício e desintoxicação continuam sendo escritos. Os ambientes são diferentes, mas a história é a mesma: prazer, sofrimento, redenção ou perda." Como diria o doidíssimo William Burroughs, no fundo "nunca acontece nada no mundo das drogas".

Nederland e o uso medicinal da maconha

http://www.gazetaweb.globo.com/

20.11.2010 09h30
Maconha é motivo de orgulho nas montanhas do Colorado
Em Nederland, usos medicinal e recreativo da substância se misturam. Para defensores, 'padrão' vem do melhor conhecimento da marijuana.

Milhões de americanos expressaram sua opinião sobre maconha nas recentes eleições de meio de mandato. No Colorado, 24 comunidades votaram para banir ou restringir lojas que vendem maconha legalmente, para uso médico. Na Califórnia, os eleitores se dividiram na questão da legalização da erva para uso recreativo – envolvendo itens como saúde, criminalidade e impostos – e votaram contra.Mas aqui em Nederland foi apenas mais um belo dia nas montanhas.A maconha tem estado em voga neste posto avançado da contracultura, a 2.438 metros de altura nas Montanhas Rochosas e uma hora a noroeste de Denver, desde os dias dos "bagulhos" do tamanho de um cigarro de Bob Marley e das piadas de Cheech e Chong.A julgar pelos números, as coisas não mudaram tanto.Uma aumento expressivo nas vendas de maconha para uso medicinal no último ano aqui no Colorado, assim como no Distrito de Columbia e outros 13 estados onde esse uso é permitido, certamente trouxe um novo elemento para a mistura. Lojas como a Grateful Meds, um dos sete fornecedores de maconha para uso medicinal em Nederland, cuja população é de 1.400 habitantes, agora possuem advogados para o cumprimento da lei e recibos de recolhimento de impostos sobre vendas na gaveta de dinheiro.Mas maconha ainda é maconha, e a posição de Nederland sobre o que John Denver imortalizou como "a viagem das Montanhas Rochosas do Colorado" não mudou.Registros estaduais mostram que a concentração de pacientes que utilizam maconha para fins medicinais e lojas que vendem cannabis para esse fim é maior nesta antiga área hippie do Colorado do que em qualquer outro local do estado.



Em Gilpin County, por exemplo, que começa na entrada de Nederland, quase um em cada 20 moradores se qualifica para o tratamento com cannabis – o nível mais alto no Colorado, e mais de três vezes a média do estado. A lei estadual, aprovada por um referendo de eleitores em 2000, permite o tratamento com maconha para uma lista de enfermidades, de câncer a dor crônica, se um médico verifica a necessidade.E os médicos vêm fazendo um favor. O padrão "doente o suficiente para fumar maconha" se estende pelo oeste de Nederland, através de um arquipélago de comunidades que foram igualmente tingidas de tie-dye uma geração atrás e agora são a base para a indústria de turismo e resorts do estado.Os condados de Summit e Pitkin, lar de cidades conhecidas pela prática de esqui, como Breckenridge, Keystone e Aspen, se orgulham de uma cultura saudável de atividades a céu aberto, mas também possuem uma quantidade desproporcional de casos de dor debilitante diagnosticada em jovens rapazes na casa dos 20 e poucos anos, como mostram registros do estado."Quem imaginaria dores tão severas afligindo os homens do Colorado?", disse Ron Hyman, registrador do estado de estatísticas e diretor do programa de maconha para uso medicinal do Departamento de Saúde Pública e Ambiente do Colorado.Moradores de Nederland, como Hal Mobley, 56 anos, que estava a caminho da barbearia, perguntou mais ou menos a mesma coisa. A maconha faz parte da vida local, ele disse – não está mais disponível, nem menos, o uso continua o mesmo de décadas atrás."É para dor?", ele disse, protegendo os olhos por causa do sol.

Bem, a maconha também é um bom remédio para o orçamento municipal de Nederland. A arrecadação de impostos está em alta – em parte devido aos turistas que gastam dinheiro em restaurantes e lojas, mas muito mais em decorrência das vendas de maconha.Somente em junho, enquanto muitas comunidades nos Estados Unidos ainda sofriam com a estagnação econômica, os impostos sobre vendas coletados em Nederland subiram 54% em relação a junho de 2009. Sem o imposto coletado sobre a maconha, o aumento seria de 22%."Já estava aqui, provavelmente uma capacidade ilegal, há muito tempo, mas agora há uma oportunidade para a indústria", disse o prefeito de Nederland, Sumaya Abu-Haidar. "Há uma oportunidade de livre iniciativa, para as pessoas ganharem a vida de uma forma que não estava disponível antes".Philip Dyer, 45 anos, músico local, colocou de outra forma. O governo, ele disse, "finalmente ficou esperto o suficiente para regular e cobrar o preço".Defensores da maconha para uso medicinal dizem que o padrão – uso medicinal mais predominante em lugares de uso historicamente recreativo – é simplesmente um reflexo do melhor conhecimento sobre a droga e suas propriedades. Pessoas de comunidades onde a maconha é aceita, eles dizem, sabem mais sobre seus benefícios medicinais do que a população de outras partes do estado, onde os pacientes de maconha são raros.Mesmo assim, os moradores dizem que as coisas estão mudando.De acordo com autoridades municipais, uma mudança demográfica nos últimos anos, com mais famílias, profissionais, trabalhadores da área de tecnologia e pessoas que trabalham em casa, criou tensões sobre questões de crescimento, desenvolvimento, turismo – e maconha, com muitos dos recém-chegados menos entusiasmados do que a velha guarda em relação à reputação de "maconheira" de Nederland.No início deste ano, Nederland se tornou a terceira comunidade no Colorado a descriminalizar o uso recreativo da maconha. Porém, o voto, em grande parte simbólico, já que o uso recreativo ainda é ilegal de acordo com leis estaduais e federais, dividiu profundamente a comunidade. A legalização foi aprovada, mas por apenas 41% dos 477 votos computados. Uma proposta para realizar um festival de cannabis na cidade enfrentou grande oposição e foi recusado.Entretanto, a cidade ainda tem reputação de ter boa maconha, um orgulho sobre o qual a advogada da Grateful Meds, Susan Eisman, fica feliz em falar, durante uma visita à loja. Enquanto muitas lojas têm talvez cinco variedades de maconha à disposição, a Grateful Meds possui 30, e atende a cerca de 300 pacientes."Temos pacientes que vêm de todo o estado do Colorado", disse Eisman. "E o principal motivo é a qualidade, quantidade, seleção e reputação. Outro dia um paciente veio de Longmont, a uma hora daqui, porque gostava de um tipo particular de maconha e não consegue obtê-lo em nenhum outro lugar."

Paíse estrangeiros copiam modelo de dissuassão da droga

www.jn.sapo.pt
Países estrangeiros copiam modelo de dissuasão da droga
Clara Vasconcelos

Noruega e Reino Unido preparam-se para instalar Comissões de Dissuasão da Droga idênticos aos existentes em Portugal. A coordenadora destas comissões considera o projecto um "sucesso". Quem já lá foi obrigado a ir diz que "não servem para nada".
A poucos meses de completarem dez anos de existência, as Comissões de Dissuasão da Droga e da Toxicodependência instruíram já cerca de 67 mil processos.
Foram criadas no âmbito da descriminalização da droga, de 2001. Pessoas apanhadas com uma porção de droga (o necessário para dez dias de consumo) deixaram de ser encaminhadas para os tribunais e passaram a ser levadas para estas comissões.
Existem 18, em todo o país. Aí, técnicos de Psicologia, Sociologia, juristas e assistentes sociais fazem a avaliação da situação. Se é consumidor acidental pode ser sujeito a medidas de coacção que passam por apresentações periódicas no posto policial da zona de residência ou interdição de frequentar determinado local. Se reincidirem, são-lhes aplicadas multas que podem ir até ao salário mínimo nacional.
Quando se trata de toxicodependentes ou de consumidores com risco de adição são encaminhados para tratamento.
Quem explica tudo isto é Paula Vitória, responsável pelo gabinete coordenador das comissões, que funciona junto do Instituto da Droga e da Toxicodependência. Jurista de formação, considera que o projecto tem sido "um sucesso". Desanuviou os tribunais, fez com que o pequeno crime diminuísse e abriu uma porta de entrada no sistema, para aqueles que querem tratar-se.
Os consumidores ocasionais, segundo diz, também se sentem inibidos a consumir, uma vez que as medidas de coacção "acabam por ser bastante dissuasórias".
Se recusarem a deslocação à comissão são notificados nas suas residências e condenados ao pagamento de multa.
O modelo foi já adoptado em países como o México, a Argentina e a República Checa. E está em processo de aprovação no Reino Unido e Noruega. Estados Unidos e Austrália também já se revelaram interessados, segundo Paula Vitória.
A coordenadora lamenta apenas a falta de meios. "É preciso continuar a investir e reforçar o pessoal, sobretudo psicólogos".A Comissão de Braga, por exemplo, não está a funcionar em pleno. Falta um psicólogo, elemento fundamental para a análise da situação do consumidor.
Pedro Pombeiro, da Comissão de Legalização da Marijuana, duvida muito da eficácia destas comissões. "A toxicodependência é uma doença e, como, tal deve ser tratada no Serviço Nacional de Saúde. Por vontade do próprio e não por obrigação", diz, ao JN.
Defende igualmente que os consumidores ocasionais não devem ser importunados: "fumar um charro não mata ninguém!". E sugere que o dinheiro gasto com estas comissões seja "usado para quem realmente precisa". No Serviço Nacional de Saúde, para que aqueles que querem tratar-se "não tenham que recorrer a clínicas".

Descriminalização do uso de drogas: Lidiane Leite

Barriga Verde
Colunistas > Lidiane Leite
21 de Novembro de 2010 - 00:00
DESCRIMINALIZAÇÃO DO USO DE DROGAS
Edição Impressa

O uso de drogas em todo o mundo, inclusive em nossa cidade, é algo realmente preocupável. A droga está acessível demais a qualquer pessoa, aos traficantes, aos viciados, enfim, a todos aqueles que se utilizam da mesma de uma ou de outra forma.
Particularmente, em se tratando de liberação do uso de entorpecentes, sou completamente contra, seja ele do tipo que for. Hoje se libera uma droga um pouco menos prejudicial, amanhã surgem variações de um tipo de droga altamente nocivo e as drogas que hoje são muito fortes serão liberadas também amanhã devido ao surgimento de novas drogas muito mais fortes. Onde isso vai parar?
Gostaria de fazer um paralelo à discussão sobre a redução da maioridade penal. Não adianta em nada reduzir a idade penal, já que os crimes estão sendo cometidos por menores cada vez mais novos. Da mesma forma, liberar o uso de drogas facilita ou diminui o crime? Não adianta deixar de punir os crimes relacionados ao narcotráfico para assim dizer que o índice criminal reduziu.
Descriminalizar é a solução? É importante enfatizar que nem todos que são a favor da descriminalização das drogas defendem a legalização. São duas coisas diferentes.
Na descriminalização, as substâncias ilícitas continuam proibidas, com a diferença de que os usuários deixam de responder a processos criminais, somente responde quem vende ou distribui gratuitamente. Já na legalização, não somente o uso como também a produção e a venda passam a ser legalizadas. Neste caso, as drogas seriam taxadas e controladas pelo Estado, em suas especificidades, da mesma forma que ocorre hoje com o tabaco e o álcool.
Tanto na legalização quanto na descriminalização, o objetivo é tornar a droga um problema de saúde pública, deixando de onerar os governos na repressão ao narcotráfico e manutenção de penitenciárias superlotadas.
A idéia de que o as pessoas dentro de um país devem ser livres, também possui um limite, onde termina o direito de um, começa o direito do outro. Ter liberdade não significa cada um fazer aquilo que quer, pois quando se entra no mundo das drogas, acaba-se por influenciar na vida de muitas outras pessoas que não gostariam de se envolver.
Liberar o uso de drogas é colaborar com a marginalização expressa. Não é a solução de um problema, é a cumplicidade com a falta de coragem em enfrentá-lo.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Criminalidad, narcotráfico e impunidad amenazam la democracia en el hemisferio




19 Noviembre, 2010

TEGUCIGALPA.- La democracia del hemisferio está seriamente amenazada por la criminalidad, el narcotráfico, la corrupción y la impunidad, advirtió ayer John Francis Maisto, ex embajador de Estados Unidos en Venezuela y ex asistente especial del ex presidente George W. Bush.

John Maisto: “Yo creo y subrayo que Honduras debe ser miembro ya de la OEA”.
Según Maisto, después de la caída de la entonces Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas (ex URSS), en el continente se ha visto florecer la democracia, lo cual quiere decir que los gobernantes llegan por elecciones, excepto en Cuba.
Aunque una cosa es ser escogido en elecciones democráticas y otra cosa es que por esa ruta los pueblos tengan gobiernos democráticos, reflexionó.
Para que haya democracia, señaló en conversatorio con periodistas, debe haber gobernabilidad, división e independencia de poderes y partidos políticos que funcionen.
Pero hoy día, la democracia está amenazada y en países como Honduras para fortalecerla hay que combatir los exagerados niveles de pobreza y las desigualdades sociales, sugirió.
AMENAZAS LATENTES
Sin embargo, las amenazas más latentes en contra de la democracia son la criminalidad, el narcotráfico, la corrupción y la impunidad, enfatizó el ex diplomático estadounidense.
En su opinión, los jueces y policías deben ser mejor pagados para combatir y enfrentar la impunidad y la corrupción.
Así, agregó que en el continente hay países que están en rumbo correcto, pero tienen dificultades en materias de derechos humanos y corrupción y con un Poder Ejecutivo tratando de tener más poder.
Para Maisto, las naciones con esas características están o tienen un modelo que se llama democrático, pero van al sistema tipo caudillo.
Pero las primeras amenazas para la democracia de los países, como en América Central y México, son la inseguridad personal, el tráfico de drogas y las pandillas. Después de Estados Unidos, Brasil es el segundo país del mundo donde más se consumen drogas, reveló.
SOCIEDAD Y POPULISMO
La falta de un Estado de derecho confiable también socava la democracia porque la sociedad no soporta a la gente que tiene impunidad y que la justicia no se aplique de forma equitativa.
Y ligado a ello, apuntó, figura la corrupción que está en todos los países, incluido al mismo Estados Unidos, y la forma de combatir ese flagelo es fortaleciendo el Estado de derecho.
Otra amenaza para la democracia es la venta de armas que vienen desde Estados Unidos para las pandillas y el crimen organizado, indicó.
Agregó que en el continente se habla mucho de populismo, pero la representatividad es lo que más importa en la democracia y a Estados Unidos como al mundo occidental no le importa si la misma es de centro izquierda o de izquierda, porque lo que importa, reflexionó, es que los gobiernos hagan su trabajo democráticamente con políticas socioeconómicas para que la población tenga salud, educación y empleo. Y los gobiernos inteligentes hacen eso, relacionó.
LA POBREZA
Maisto señaló que Honduras pasa por un tiempo difícil y su mayor problema es la pobreza porque es exageradamente grande.
Pero siempre existen cosas positivas y muchas preocupaciones, sobre todo porque hay cifras estadísticas que hablan por la sociedad hondureña.
Para el caso, detalló que esas mismas estadísticas revelan que la situación económica de un 59 por ciento de la población hondureña empeoró con relación al último año.
Además, afirmó que el 83 por ciento no está nada satisfecho con la democracia de Honduras, pero un 64 por ciento quiere que los líderes que van a transformar el país, lo hagan dentro del sistema democrático.
También los datos apuntan que un 50 por ciento de la población piensa que la democracia está en crisis, otro 20 por ciento dice que no hay democracia.
Con relación a la situación de los derechos humanos y las muertes de periodistas, indicó que la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) las tiene documentadas, pero afortunadamente el presente gobierno ha sido inteligente en invitar a esta instancia para que verifique.
PARTIDOS Y REINTEGRO A OEA
De esta forma, precisó que son los mismos hondureños quienes decidirán sobre el futuro de su democracia, aunque para fortalecerla sugirió que los partidos políticos se deben modernizar y actualizarse.
Así, pidió a la población no demandar lo imposible de sus líderes, aunque sí deben exigir el fortalecimiento de las instituciones. Instó a los medios de comunicación social a ser ecuánimes y no redactar noticias con un color político porque la gente quiere saber lo que está pasando y eso es un deber de los medios.
También, se pronunció a favor que Honduras debe ser reintegrada cuanto antes al seno de la Organización de Estados Americanos (OEA).
“Yo creo y subrayo que Honduras debe ser miembro ya de la OEA, han tenido una elección, tienen la puerta abierta para la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, están trabajando, tratando de mejorar su situación y yo no acepto esta resistencia por algunos países”, declaró.
“Yo creo que el pueblo hondureño merece representación en la Organización de Estados Americanos”, reiteró.
El ex embajador Maisto llegó a Honduras bajo el Programa de Conferencistas Internacionales del Departamento de Estado, para impartir diferentes exposiciones magistrales sobre “Democracia y Gobernabilidad: Los retos de la Democracia en Latinoamérica”.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

NORML

15 de novembro de 2010
TERRA
O Brasil está prestes a receber uma das ONGs mais atuantes no cenário internacional que defende a liberação da maconha. A NORLM (sigla em inglês para Organização Nacional para a Reforma das Leis sobre Maconha), que foi fundada em 1970 nos Estados Unidos e se faz presente em outros cinco países, trabalha para abrir uma sede em Niterói (RJ).
O diretor da NORML no Brasil, Ranieri Guimarães, garante que o objetivo da ONG no País é meramente informativo e não tem nada a ver com apologia. "Ninguém aqui está querendo vender baseado ilegal e, sim, mostrar que nem a maconha é tão nociva assim, e nem o seu comércio legalizado deve ser descartado, pois se o tráfico ganha dinheiro com isso, quem está perdendo é a população, que poderia se beneficiar da arrecadação proveniente da taxação do comércio de maconha e ainda ver os índices de criminalidade reduzidos", afirmou.
A versão americana da ONG tem políticas mais agressivas. A NORML afirma representar os interesses de "dezenas de milhares de americanos que fumam maconha responsavelmente". Lá, a bandeira é pela legalização do consumo, da produção e venda da maconha.
A NORML chega ao Brasil após ter concentrado seus esforços na campanha para a legalização da maconha na Califórnia. A chamada Lei 19, que regularizaria diversas atividades relacionadas à erva, como plantio e consumo, foi votada no dia 2 de novembro e rejeitada por 54% dos eleitores, contra 46% que votaram a favor.
No Brasil, a NORML informa que, inicialmente, vai atuar pela descriminalização da maconha para uso medicinal e industrial. A organização defende que a droga possa ser usada para o tratamento de dores crônicas, substituindo medicamentos que trariam efeitos colaterais piores que os da maconha. Em nível industrial, a NORML defende que a Cannabis ruderalis, uma variação da mesma erva que não contém a substância psicoativa da Cannabis sativa, pode servir como matéria prima para a confecção de tecidos.
Ranieri afirmou que a ONG no Brasil deve seguir a mesma tendência de sua matriz nos Estados Unidos: "a NORML é conhecida pela importante militância que faz, especialmente, junto ao governo, pressionando por políticas anti-drogas mais coerentes". Ele disse ainda que não há qualquer intenção de descumprir as leis brasileiras. "Ninguém está fazendo apologia às drogas e, portanto, não corremos esse risco. O que estamos fazendo é justamente oferecendo ao brasileiro a informação que o governo não divulga, por razões que, por enquanto, deconhecemos".
Mesmo assim, para o presidente da Comissão de Combate às Drogas e à Dependência Química da OAB-RJ, Wanderley Rebello, a ONG pode enfrentar problemas no País. "Aqui no Brasil eles poderão sofrer represálias, devendo tomar cuidado com a apologia ao uso, onde poderão ser incriminados".
Na opinião do jurista, a NORML tem o direito de manifestar seus pensamentos e opiniões de forma democrática. No entanto, Rebello aconselha orientação jurídica para que as manifestações da ONG não incidam em crime: "o limite da liberdade de expressão está na hipocrisia legal que ainda existe, infelizmente. A linha jurídica está na sorte, pois 'para cada cabeça há uma sentença'. Parece brincadeira, mas não é. Um juiz vai interpretar de uma forma, outro de outra, já vi muitas vezes acontecer".

domingo, 14 de novembro de 2010

Referendo no Arizona aprova legalização de maconha medicinal

13/11/2010 22h26
Referendo no Arizona aprova legalização de maconha medicinal

Fica autorizado o consumo de 70 gramas a cada duas semanas.
Paciente pode plantar erva em casa se morar longe de farmácia autorizada.
Do G1, em São Paulo


Médicos querem criar agência para regular uso medicinal da maconhaCarta sobre descriminalização da maconha divide neurocientistasFernando Henrique defende estudo sobre descriminalização da maconhaA partir deste sábado (13), o uso medicinal de maconha é legal no estado americano do Arizona. A apuração de votos de um referendo sobre o tema terminou neste sábado (13), com a vitória dos apoiadores da proposição 203 ("Arizona Medical Marijuana Act"), que legaliza o consumo de maconha exclusivamente para fins medicinais.
O "sim" venceu por uma diferença de 4.341 votos. Na contagem de votos, o apoio à proposição 203 superou a rejeição pela primeira vez ontem (12).
Com a decisão, o Arizona torna-se o 15º estado americano a permitir o uso medicinal de maconha.
Fica autorizado o consumo de aproximadamente 70 gramas a cada duas semanas.
A cada 10 farmácias, uma poderá vender maconha, contra apresentação de prescrição médica.
Quem mora a 40 quilômetros ou mais da farmácia autorizada mais próxima, poderá plantar maconha, desde que tenha uma receita médica válida.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A resposta da California

A resposta da Califórnia
07 de novembro de 2010 0h 00
Mario Vargas Llosa - O Estado de S.Paulo
Os eleitores do Estado da Califórnia rejeitaram na terça-feira a legalização do cultivo e do consumo da maconha por 53% dos votos a 47%, uma decisão que considero muito equivocada. A legalização teria sido um passo importante na busca de uma solução eficaz para o problema da delinquência vinculada ao narcotráfico que, segundo o que acaba de ser anunciado oficialmente, já causou este ano o impressionante total de 10.035 mortes no México.
Esta solução passa pela descriminalização das drogas, ideia que há pouco tempo era inaceitável para a maior parte de uma opinião pública convencida de que a repressão policial aos produtores, vendedores e usuários de entorpecentes seria o único meio legítimo de pôr fim a semelhante praga.
A realidade revelou o quanto esta ideia é ilusória, à medida que todos os estudos indicavam que, apesar das astronômicas somas investidas e da gigantesca mobilização de efetivos para combatê-las, o mercado das drogas continuou a crescer. Ele se estendeu por todo o mundo, criando cartéis mafiosos de imenso poder econômico e militar que - como vemos no México desde que o presidente Felipe Calderón decidiu enfrentar os chefes traficantes e suas gangues de mercenários - pode combater em pé de igualdade, graças ao seu poderio, com os Estados nos quais conseguiram se infiltrar por meio da corrupção e do terror.
Os milhões de eleitores californianos que votaram a favor da legalização da maconha são um indício auspicioso de que cada vez é maior o número daqueles que pensam que chegou a hora de uma mudança na política para lidar com as drogas e de uma reorientação dos esforços - de repressão e prevenção, de cura e informação - no sentido de acabar com a criminalidade desaforada que é criada pela proibição e com os estragos que os cartéis estão infligindo às instituições democráticas, principalmente nos países do terceiro mundo. Os cartéis podem pagar salários melhores que o Estado e assim neutralizar ou pôr a seu serviço parlamentares, policiais, ministros e funcionários, financiando campanhas políticas e adquirindo meios de comunicação para defender seus interesses.
Desta forma, eles proporcionam trabalho e sustento a inúmeros profissionais nas indústrias, no comércio e nas empresas legais dentro das quais imensas quantias são lavadas. O fato de tantas pessoas dependerem da indústria das drogas cria um estado de tolerância ou indiferença diante das implicações deste mercado, ou seja, da degradação e da derrocada da legalidade. É um caminho que, mais cedo ou mais tarde, conduz ao suicídio da democracia.
A legalização das drogas não será fácil, é claro, e num primeiro momento, como assinalam seus detratores, trará sem dúvida um aumento no seu consumo. Por isso, a descriminalização só tem razão de ser se for acompanhada de intensas campanhas de informação sobre os prejuízos que esse consumo implica, semelhantes às que foram promovidas com sucesso para reduzir o consumo do tabaco em quase todo o mundo, e aos esforços paralelos para desintoxicar e curar as vítimas do vício.
Mas seu efeito mais positivo e imediato será a eliminação da criminalidade que prospera exclusivamente graças à proibição. Como ocorreu com as organizações de gângsteres que se tornaram todo-poderosas e encheram de sangue e cadáveres as ruas de Chicago, Nova York e outras cidades americanas nos anos da Lei Seca, um mercado legal acabará com os grandes cartéis, privando-os de seu lucrativo negócio e levando-os à ruína. Como o problema da droga é fundamentalmente econômico, sua solução também precisa passar pela chave econômica.
Sob a forma de tributos, a legalização trará aos Estados grandes recursos que, se forem empregados na educação dos jovens e na informação do público em geral a respeito dos efeitos nocivos que o consumo dos entorpecentes causa na saúde, podem trazer um resultado infinitamente mais benéfico e de alcance mais amplo do que uma política repressiva que, além de provocar uma violência vertiginosa e encher de insegurança a vida cotidiana, não fez retroceder o vício nas drogas em nenhuma sociedade.
Em artigo publicado no New York Times no dia 28, o colunista Nicholas D. Kristof cita um estudo presidido pelo professor Jeffrey A. Miron, de Harvard, no qual se calcula que a simples legalização da maconha em todo o território americano representaria uma arrecadação anual de US$ 8 milhões em impostos para o Estado, ao mesmo tempo poupando a este uma quantia proporcional habitualmente investida na repressão. Com esta gigantesca injeção de recursos voltados para a educação, principalmente nos colégios dos bairros pobres e marginalizados de onde sai a imensa maioria dos viciados, em poucos anos o tráfico de drogas seria reduzido neste setor social que é responsável pelo maior número dos casos de assassinato, delinquência juvenil e decomposição da família.
Kristof cita também um estudo realizado por ex-policiais, juízes e fiscais dos Estados Unidos, no qual se afirma que a proibição da maconha é a principal responsável pela multiplicação das gangues violentas e dos cartéis que controlam a distribuição e a venda da droga no mercado negro, obtendo com isso "imenso proveito".
Para muitos jovens que moram nos guetos negros e latinos, já muito atingidos pelo desemprego provocado pela crise financeira, essa possibilidade de ganhar dinheiro rápido com o crime se mostra irresistivelmente atraente.
A estes argumentos "pragmáticos" em defesa da descriminalização das drogas, seus adversários respondem com um argumento moral. "Será que devemos nos render ao delito em todos os casos nos quais a polícia se mostre incapaz de deter o delinquente, optando, assim, por legitimá-lo? Será que deveria ser esta a resposta para a pedofilia, por exemplo, para a violência doméstica, os crimes contra as mulheres e outros fenômenos que, em vez de recuar, aumentam por toda parte? Devemos abaixar a guarda e nos render, autorizando tais práticas diante da impossibilidade de eliminá-las?"
Não se deve confundir as coisas. Um Estado de direito não pode legitimar os crimes e os delitos sem negar a si mesmo e converter-se num Estado bárbaro. E um Estado tem a obrigação de informar seus cidadãos a respeito dos riscos que estes correm ao fumar, beber álcool e usar drogas, é claro. E também de impor sanções e penas severas àqueles que, por fumar, se embriagar ou usar drogas, causem danos aos demais. Mas não me parece muito lógico nem coerente que, sendo esta a política seguida por todos os governos em relação ao tabaco e ao álcool, não seja esta a política seguida também para o caso das drogas, incluindo as drogas leves, como a maconha e o haxixe, apesar de já ter sido provado que seu efeito não é mais nocivo do que o produzido pelo consumo excessivo de tabaco e álcool, podendo até ser menos maléficas do que estas duas substâncias legalizadas.
Não tenho a menor simpatia pelas drogas, sejam elas leves ou pesadas, e a figura do drogado, assim como a do bêbado, me parece bastante desagradável, na verdade, além de incômoda e inspiradora de desgosto.
Mas também me desagradam profundamente as pessoas que assoam o nariz na minha frente usando os dedos, que palitam os dentes ou comem frutas com sementes, caroços e cascas, e nunca me ocorreu defender uma lei que as proíba de fazê-lo e as castigue com a prisão caso a desrespeitem.
Liberdade. Por isso, não vejo por que o Estado teria de proibir uma pessoa adulta e dona do próprio juízo de causar mal a si mesma ao fumar maconha, cheirar cocaína ou encher-se de pastilhas de ecstasy se isto lhe agrada, alivia sua frustração ou sua apatia. A liberdade do indivíduo não pode significar o direito de fazer apenas coisas boas e saudáveis, mas também outras que não o sejam, respeitando a condição, é claro, de que estas não prejudiquem nem causem dano aos demais. Esta política, que se aplica ao consumo do tabaco e do álcool, deveria também reger o consumo das drogas. É perigosíssimo que o Estado comece a definir aquilo que é bom e saudável e aquilo que é ruim e prejudicial, pois tais decisões representam uma intromissão na liberdade individual, princípio fundamental de uma sociedade democrática.
Por este rumo podemos chegar sem perceber ao desaparecimento da soberania individual e a uma forma disfarçada de ditadura. E as ditaduras, como sabemos, são para os cidadãos infinitamente mais mortíferas do que os piores entorpecentes. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Legalizar as drogas é ameaça a juventude

O GLOBO
Legalizar as drogas é ameaça à juventude
Publicada em 10/11/2010 às 20h17mArtigo do leitor Milton Corrêa da Costa*

A legalização de drogas no Brasil se constituiria em uma séria ameaça à segurança nacional e uma perigosa desproteção à juventude brasileira. Sociedades não podem ser extremamente permissivas, quanto mais quando o assunto é drogas. O exemplo, por ventura positivo, sobre tolerância ao uso de drogas em outros países não nos serve. É bom também lembrar que uma lei neste sentido, tal e qual a Lei Seca, que não separa quem sempre bebeu e nunca bateu, uma lei antidrogas, deve ter por escopo não beneficiar os que, por exemplo, fumam 'baseado' e levam uma vida normal. Uma lei, neste caso, não pode beneficiar somente a "corrente progressista", mas sobretudo zelar pelo bem comum, protegendo a juventude como um todo.
" Sociedades não podem ser extremamente permissivas, quanto mais quando o assunto é drogas "
A legalização da maconha no país induziria também ao tráfico de outras drogas. A recente rejeição dos conservadores da Califórnia ao plantio, cultivo, venda e consumo dessa erva foi medida de bom senso. O Brasil, tendo ao lado os dois maiores produtores de cocaína do mundo, a Colômbia e o Peru, também se transformaria em um produtor dessa droga. É preciso inclusive fiscalizar, na Amazônia, os produtos químicos destinados ao refino de cocaína, já que laboratórios clandestinos já foram detectados em território nacional.
Imaginem anunciar ao mundo, um país com dimensões continentais como o nosso, que o consumo da cannabis foi legalizado aqui... A exemplo da Holanda, onde o fluxo de turistas que visitam o país com o intuito de consumir drogas - e que acabam trazendo, clandestinamente, drogas para seus países de origem -é muito expressivo, por mais que se tivesse fiscalização, o mercado negro sempre existiria. O México, onde o narcotráfico mata hoje jornalistas em praça pública, não nos serve de exemplo. O Brasil, com suas vulneráveis fronteiras, se transformaria - não tenho nenhuma dúvida - no "paraíso mundial das drogas".
Por sua vez é ledo engano imaginar que o tráfico no Rio de Janeiro deporia seus arsenais de armas com a legalização das drogas. O tráfico de drogas não é mais hoje a maior renda do narcoterrorismo. Traficantes, com a forte repressão do atual governo do estado, transferiram o comércio de drogas para o asfalto, por meio de traficantes de classe média e alta, e estenderam seus " negócios"´para o controle de bens e serviços em comunidades por eles dominadas. Além disso, esses bandidos migraram para outras modalidades de crimes, como arrastões em vias de trânsito, com uso do emprego do 'elemento surpresa'. Com isso, a eficiência da polícia do Rio hoje está sendo colocada em xeque, ante um delito de difícil prevenção e repressão.
" O Brasil, com suas vulneráveis fronteiras, se transformaria no 'paraíso mundial das drogas' "
É equívoco também imaginar que a relação custo- benefício da repressão às drogas nos faria pensar em abandonar o lado policial da questão para somente tratá-la como caso de saúde pública, O maior exemplo de quando a repressão às drogas se torna uma política de estado é o da Colômbia, onde o governo Uribe logrou importantes vitórias contra o tráfico - o novo presidente está no mesmo diapasão. Por causa disso, o preço da cocaína, tendo em vista a maior escassez do produto, subiu consideravelmente no mercado mundial consumidor, principalmente nos EUA.
Drogas não agregam valores sociais positivos. Se conseguirmos afastar as drogas de uma minoria de nossos jovens pela repressão e pela prevenção, já terá valido a pena. A busca de estados alterados de consciência cria "trapos humanos", sem rumo e sem motivação para a vida saudável. A recente morte do tricampeão mundial de surf, Andy Irons, de 32 anos, que se encontrava em processo de recuperação da dependência de drogas, mostra que nem os grandes atletas estão livres do infortúnio das drogas. Cuidemos de nossos filhos antes que as drogas os destruam. Há uma real, perigosa e constante ameaça pairando sobre todos nós. Nesse caso, o preço da liberdade é a eterna vigilância.
* Milton Corrêa da Costa é coronel da reserva da PM

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Presidentes opõem-se a descriminalização das drogas nos EUA

Angola Press
América Central
Presidentes opõem-se a descriminalização das drogas nos EUA

Tuxtla, México - Os presidentes de México, Colômbia e de outros países da América Central pediram terça-feira aos Estados Unidos "coerência" na sua política de combate às drogas, diante da "iniciativa" para legalizar a maconha, noticiou a Afp.

Esta posição está expressa na declaração final saída da XII Cúpula do Mecanismo de Tuxtla, assinada por dez países.

"O apelo dos presidentes participantes do mecanismo é de alerta e de preocupação com a iniciativa dos Estados Unidos que visa legalizar a maconha. É uma exigência de coerência, porque não é possível criminalizar e legalizar ao mesmo tempo", disse o presidente mexicano, Felipe Calderón.

Calderón na sua intervenção destacou que o consumo de drogas nos Estados Unidos "é a causa dos principais problemas de criminalidade" em países como o México e a Colômbia.

A declaração final do mecanismo de Tuxtla adverte que os Estados Unidos "não podem promover a criminalização destas actividade noutros países e, ao mesmo tempo, legalizar a produção e o consumo de drogas no seu próprio território".

Os cidadãos da Califórnia vão votar a 2 de Novembro um referendo para decidir o cultivo, transporte, venda e consumo de maconha neste estado onde o uso médico do entorpeceste já é permitido.

"Enquanto lá (Estados Unidos) estão a acomodar legislação (…), isto vai gerar um incremento dos pedidos de maconha nos nossos países, o que por si só é um problema. É importante que as nações consumidoras tenham apenas uma política coerente contra as drogas", disse Calderón.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, destacou que "cada país e cada estado tem o direito de adoptar mecanismos de participação democrática (...) mas se o referendo aprovar isto, vai gerar uma discussão imediata pelas contradições que representa e que nos afectam".

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A política nacional sobre o uso do crack e outras drogas

A política nacional sobre o uso do crack e outras drogas
Jornal Pequeno
Ruy Palhano Silva*

Há pouco mais de seis meses, precisamente no mês de maio, foi deflagrada em nosso país uma campanha com vista ao controle médico e social do consumo de crack e de outras drogas, esta campanha foi designada pelo nome Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas.
A deflagração desta campanha foi atribuída ao fato de ser atualmente o consumo de crack e outras drogas relevante em nossa população especialmente entre os jovens e por esta prática estar associada a danos graves à saúde, especialmente a saúde mental e por este fato se associar ao contexto de vulnerabilidades das crianças, dos adolescentes e dos adultos jovens.
No bojo desta decisão constataram a necessidade de intensificar, ampliar e diversificar as ações orientadas para prevenção, promoção da saúde, redução dos riscos e danos associados ao consumo prejudicial de crack e outras drogas. Além disto, reconheciam a necessidade de se atender às demandas imediatas de estruturação, ampliação e fortalecimento da rede de serviços de atenção à saúde para o usuário destas substâncias, atenção extensiva aos familiares destes enfermos.
Para sua operacionalização, foram elaboradas várias portarias ministeriais nomeando um elenco de medidas de caráter assistencial e preventivo com o intuito de se atingir todas as metas e demandas que recaiam sobre os usuários destas drogas e seus familiares.
Foram portarias que versavam, ora sobre liberação de recursos para recrutar centros ou serviços destinados a atender assistencialmente aos usuários destas drogas, ora ampliavam a rede assistência aos usuários, instituindo a possibilidade de fortalecimento da rede assistencial de saúde já existente neste país. Além de definirem recursos financeiros significativo aos municípios que eventualmente se dispunham a participar desta luta.
Foram medidas a nosso ver importantes porque de fato havia entre nós um progressivo e histórico desleixo no trato público destas questões com redução de verbas orçamentárias destinadas a saúde mental e um desaparelhamento progressivo da rede de assistência destinada a acolher e atender esta demanda.
Além do mais, sabe-se que está havendo um crescimento epidemiológico significativo no consumo de álcool e outras drogas, especialmente do crack em nossa população. Todos percebiam claramente esta situação ao ponto da grande imprensa, as instituições de saúde e a sociedade em geral, exigir dos gestores públicos a adoção de medida urgente pra o enfrentamento destes problemas.
Mas o que realmente funcionou como elemento de destaque na adoção destas medidas governamentais, foi o conhecimento dos maléficos natureza psiquiátrica e criminal relacionadas ao consumo desta droga. Entre todos os efeitos na vida de uma pessoa, o comportamento criminoso e as doenças mentais são os que mais se destacam no imenso repertório de problemas, induzidos por esta substância.
Ocorre que estamos vivendo, no país inteiro, certo drama do ponto de vista pragmático. Por um lado, os recursos e os programas que norteiam a aplicação destes recursos para o enfrentamento desta questão estão aí disponíveis para o uso de forma adequada e por outro, há escassez de projetos locais que justifiquem suas aplicações para se atingir estas demandas.
Ao que me consta, nenhuma instituição local se aventurou a dar um passo consistente rumo à projetos efetivos para o enfrentamento da situação. O prazo da licitação para obtenção do recurso urge e os problemas assistenciais a usuários de crack e outras drogas, permanece como está.
Alegam alguns, que fomos pegos de surpresa pela forma como nos foi atribuída a responsabilidade de tratarmos estas questões. Apesar de saber que o problema do crack entre nós já existe há mais de 20 anos e muito pouco foi feito de fato para se interditar o problema, só agora, repentinamente através de decretos de governo é que nos é atribuída esta responsabilidade.
Outro fato, igualmente importante é o despreparo tácito, que se encontra a máquina governamental encarregada de implantar e executar as medidas de enfrentamento deste problema previstas na campanha, posto que os municípios que é a sede institucional de implementarem o programa proposta pelo governo federal, não tem recursos humanos, muito menos tecnologias psicossociais e política para fazê-lo. Na saúde mental dispomos de uma rede de assistência desaparelhada, ineficiente e tecnicamente mal dotada que possa ser acionada para enfrentar a questão do consumo do crack, pois a que existe, os Centros de Atenção Psicossociais – Caps em suas diferentes versões, não tem estrutura para atender todas as demandas de um dependente de crack ou de outras substâncias. O número de Caps – ad é muito pouco e mal qualificado, o que a nosso ver complica mais ainda o problema.
Estamos, portanto correndo contra o tempo é necessário disposição política e conhecimento para se enfrentar este problema e é necessário se entender que para se enfrentar estas questões teremos que investir em áreas fundamentais, quais sejam: medidas que reduzam a oferta de drogas, do crack e de outras,; medidas que reduzam a demanda por drogas na sociedade; medidas que reduzam os danos pelo uso sistemático destas substâncias e por último medidas de prevenção primária. Estas medidas deveriam ser tomadas em bloco e de forma interarticualada através de programas contínuos e longos no tempo e não uma só vez com tempo marcado.
*Presidente da Academia Maranhense de Medicina (AMM) e prof. de Psiquiatria do Curso de Medicina da Ufma.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Afghanistan, storia di un'invasione

Massimo Fino
Il fatto quotidiano

Ogni volta che muore un soldato italiano in Afghanistan ci chiediamo “Che cosa ci stiamo a fare lì?”. Ma c’è un’altra domanda da farsi: cosa abbiamo fatto in Afghanistan e all’Afghanistan?Altro che peace keepingDismesse le pelose giustificazioni che siamo in Afghanistan per regalare le caramelle ai bambini, per “ricostruire quel disgraziato Paese“, per imporre alle donne di liberarsi del burqa, perché, con tutta evidenza, quella in Afghanistan, dopo dieci anni di occupazione violenta, non può essere gabellata per un’operazione di “peace keeping“, ma è una guerra agli afghani, l’unica motivazione rimasta agli Stati Uniti e ai loro alleati occidentali, per legittimare il massacro agli occhi delle proprie opinioni pubbliche e anche a quelli dei propri soldati, demotivati perché a loro volta non capiscono “che cosa ci stiamo a fare qui”, è che noi in Afghanistan ci battiamo “per la nostra sicurezza” per contrastare il “terrorismo internazionale”. È una menzogna colossale. Gli afghani e quindi anche i talebani, non sono mai stati terroristi. Non c’era un solo afghano nei commando che abbatterono le Torri gemelle. Non un solo afghano è stato trovato nelle cellule, vere o presunte, di al Qaeda. Nei dieci, durissimi, anni di conflitto contro gli invasori sovietici non c’è stato un solo atto di terrorismo, tantomeno kamikaze, né dentro né fuori il Paese. E se dal 2006, dopo cinque anni di occupazione si sono decisi ad adottare contro gli invasori anche metodi terroristici è perché mentre i sovietici avevano almeno la decenza di stare sul campo, gli occidentali combattono quasi esclusivamente con i bombardieri, spesso Dardo e Predator senza equipaggio, ma comandati da Nellis nel Nevada. Contro un nemico invisibile che cosa resta a una resistenza?Bin Laden non c’è piùNel 2001 in Afghanistan c’era Bin Laden. Ma Osama costituiva un problema anche per il governo talebano, tanto è vero che quando nel 1998 Clinton propose ai talebani di farlo fuori, il Mullah Omar si disse d’accordo purché la responsabilità dell’assassinio del Califfo saudita se la prendessero gli americani. Ma Clinton all’ultimo momento si tirò indietro (documento del Dipartimento di Stato dell’agosto 2005). Comunque sia oggi Bin Laden non c’è più e in Afghanistan non ci sono più nemmeno i suoi uomini. La Cia ha calcolato che su 50 mila guerriglieri solo 359 sono stranieri. Ma sono ubzechi, ceceni, turchi, cioè non arabi, non waabiti, non appartenenti a quel jihad internazionale che odia gli americani, gli occidentali, gli “infedeli” e vuole vederli scomparire dalla faccia della terra. Agli afghani e quindi ai talebani, interessa solo il loro Paese. E sarà pur lecito a un popolo o a una parte di esso esercitare il legittimo diritto di resistere a un’occupazione straniera, comunque motivata. L’Afghanistan, nella sua storia, non ha mai aggredito nessuno e armato rudimentalmente com’è non può costituire un pericolo per nessuno.La guerra civilePer avere un’idea delle devastazioni di cui siamo responsabili in Afghanistan bisogna capire perché i talebani vi si sono affermati agli inizi degli anni ‘90. Sconfitti i sovietici i leggendari comandanti militari che li avevano combattuti (i “signori della guerra”), gli Ismail Khan, gli Heckmatjar, i Dostum, i Massud, diedero vita a una sanguinosa guerra civile e, per armare le loro milizie, si trasformarono con i loro uomini in bande di taglieggiatori, di borseggiatori, di assassini, di stupratori che agivano nel più pieno arbitrio e vessavano in ogni modo la popolazione. I talebani furono la reazione a questo stato di cose. Con l’appoggio della popolazione, che non ne poteva più, sconfissero i “signori della guerra”, li cacciarono dal Paese e riportarono l’ordine e la legge. Sia pur un duro ordine e una dura legge, quella coranica, che peraltro non è estranea alla cultura di quella gente.a) Nell’Afghanistan talebano c’era sicurezza. Vi si poteva viaggiare tranquillamente anche di notte come mi ha raccontato Gino Strada che vi ha vissuto e vi ha potuto operare con i suoi ospedali. Gli occidentali gli ospedali li chiudono come è avvenuto a Lashkar Gah.b) In quell’Afghanistan non c’era corruzione. Per la semplice ragione che la spiccia ma efficace giustizia talebana tagliava le mani ai corrotti. Ancora oggi, nella vastissima realtà rurale dell’Afghanistan, la gente, per avere giustizia, preferisce rivolgersi ai talebani piuttosto che alla corrotta magistratura del Quisling Karzai dove basta pagare per avere una sentenza favorevole.c) Nel 1998 e nel 1999 il Mullah Omar aveva proposto alle Nazioni Unite il blocco della coltivazione del papavero, da cui si ricava l’oppio, in cambio del riconoscimento internazionale del suo governo. Nonostante quella di boicottare la coltivazione del papavero fosse un’annosa richiesta dell’Agenzia contro il narcotraffico dell’Onu la risposta, sotto la pressione degli Stati Uniti, fu negativa. All’inizio del 2001 il Mullah Omar prese autonomamente la decisione di bloccare la coltivazione del papavero. Decisione difficilissima non solo perché su questa coltivazione vivevano moltissimi contadini afghani, a cui andava peraltro un misero 1% del ricavato, ma perché il traffico di stupefacenti serviva anche al governo talebano per comprare grano dal Pakistan. Ma per Omar il Corano, che vieta la produzione e il consumo di stupefacenti, era più importante dell’economia. Aveva l’autorità e il prestigio per prendere una decisione del genere che fu così efficace da far crollare la produzione dell’oppio quasi a zero (prospetto del Corriere della Sera 17/6/2006).Insomma il talebanismo era la soluzione che gli afghani avevano trovato, almeno momentaneamente, per i propri problemi. Noi abbiamo preteso di sostituire a una storia afghana una storia occidentale. Con i seguenti risultati.Il Paese più insicuroOggi l’Afghanistan è il Paese più insicuro del mondo. E, con tutta evidenza, è la presenza delle truppe straniere a renderlo tale. Incalcolabili sono le vittime civili provocate, direttamente o indirettamente dalla presenza delle truppe occidentali. Vorrei anche rammentare, in queste ore di pianto per i nostri caduti, che anche gli afghani e persino i guerriglieri talebani hanno madri, padri, mogli e figli che non sono diversi dai nostri. Inoltre in Afghanistan sono tornati a spadroneggiare i “signori della guerra” alcuni dei quali siedono nel governo del Quisling Karzai. La corruzione, nel governo, nell’esercito, nella polizia, nelle autorità amministrative è endemica. Ha detto Ashraf Ghani, un medico, terzo candidato alle elezioni farsa di agosto e il più filoccidentale di tutti: “Nel 2001 eravamo poveri ma avevamo una nostra moralità. Questo profluvio di dollari che si è riversato sull’Afghanistan ha distrutto la nostra integrità”. Infine oggi l’Afghanistan “liberato” produce il 93% dell’oppio mondiale. Ma c’è di peggio. Armando e addestrando l’esercito e la polizia del governo fantoccio di Karzai, noi abbiamo posto le premesse, quando le truppe occidentali se ne saranno andate, per una nuova guerra civile. La sola speranza è il buon senso degli afghani prevalga. Qualche segnale c’è. Shukri Barakazai, una parlamentare che si batte per i diritti delle donne afghane, ha detto: “I talebani sono nostri connazionali. Hanno idee diverse dalle nostre, ma se siamo democratici dobbiamo accettarle”. Da un anno, in Arabia Saudita sotto il patrocinio del principe Abdullah, sono in corso colloqui fra emissari del Mullah Omar e del governo Karzai. Ma prima di iniziare una seria trattativa ufficiale Omar, di fatto vincitore sul campo, pretende che tutte le truppe straniere sloggino. Non ha impiegato trenta dei suoi 48 anni di vita a combattere per vedersi imporre una “pax americana“.E allora perché rimaniamo in Afghanistan e anzi il ministro della Difesa Ignazio La Russa, un ripugnante prototipo dell’”armiamoci e partite”, vuole dotare i nostri aerei di bombe? Lo ha spiegato, senza vergognarsi, Sergio Romano sul Corriere del 10/10: perché la lealtà all’”amico americano” ci darà un prestigio che potremo in futuro sfruttare nei confronti degli altri Paesi occidentali. Gli olandesi e i canadesi se ne sono già andati, stufi di farsi ammazzare e di ammazzare, per questioni di prestigio, gli spagnoli se ne andranno fra poco. Rimaniamo noi, sleali, perché fino a poco tempo fa abbiamo pagato i talebani perché ci lasciassero in pace, ma fedeli come solo i cani lo sono. Gli Stati Uniti spendono 100 miliardi di dollari l’anno per questa guerra insensata, ingiusta e vigliacchissima (robot contro uomini). L’Italia spende 68 milioni di euro al mese, circa 800 milioni l’anno. Denaro che potrebbe essere utilizzato per risolvere molte situazioni, fra cui quelle di disoccupazione o di sottoccupazione che affliggono alcune regioni da cui partono molti dei nostri ragazzi per guadagnare qualche dollaro in più e farsi ammazzare e ammazzare senza sapere nemmeno perché.Il Fatto Quotidiano, 12 ottobre 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Gaza burns as Hamas declares war on drugs




Palestinian militant, member of the Qassam Brigades, the Hamas' armed wing, holds a gun




Use of narcotics has soared among a people under siege. Now the authorities have vowed to clean up
By Donald Macintyre
Friday, 8 October 2010



They made an incongruous sight, piled on to trestle tables in the car park outside a government office. Long bundles of dried marijuana branches – known as Bango here – the chocolate bar-shaped slabs of hashish, a few still half-covered with the blue Action cheese wrapping used to smuggle them in, and the smaller grubby blocks of off-white cocaine. Beside them were huge transparent plastic bags stuffed with packets containing nearly half a million painkillers, Gaza's psychotropic pills of choice – Tramadol, and a smaller selection of drugs on display not because they were banned in themselves but because they had been smuggled illegally from Egypt and Israel: the nasal decongestant Clarinase, a so-called "traditional chinese medicine" named Tiger King, and the inevitable sexual-enhancement drugs: Cialis, Levitra and something unconvincingly called Marcin Sexual Gum.
It was worth looking because within minutes they would be going up – literally – in smoke. Not for the first time, the Hamas authorities in Gaza were staging a well-publicised burning of a multimillion-dollar stash of illegal drugs – this week's outside the Nasser Children's Hospital in the heart of Gaza City. The thick black smoke rising from the hospital's incinerator was the latest testament to the Hamas de facto government's zero-tolerance policy towards drugs and intoxicants of all kinds. And a reminder, if one was needed, that the Islamic faction is the sole and energetic enforcer of law and order in this territory of 1.5 million people.
The high-profile drug campaign has been an uphill struggle in Gaza, where Tramadol use in particular had reached near-epidemic proportions as many Gazans turned to the drug as a way of coping with depression and anxiety caused by the economic siege, Palestinian divisions, joblessness and warfare. But the de facto government's attorney general, Mohammed Abed, the man in overall charge of the campaign, is confident that it is now "well-advanced". In an interview with The Independent this week, he said it had two primary objectives. The first was to contain drug use "through all the geographical areas of the Gaza Strip and to clean the society of drugs by the generations, especially youngsters in schools and universities". And secondly to act against organised networks making rich rewards from smuggling and dealing drugs here. According to Mr Abed, drugs siezed so far have a street value of between $20m and $30m (£12m and £18m).
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If a primary driver for the campaign is religious, Mr Abed does not choose to emphasise it. Instead, he uses language some of which would not be out of place coming from a hawkish conservative Western politician, emphasising the need for the toughest penalties to be imposed on those who peddle the banned substances to Gaza's young – who can ill afford the costs of their habit. Saying that some 200 offenders are currently held in police stations and jails on charges ranging from smuggling and dealing to mere possession, Mr Abed made it clear he would be seeking the death penalty for the worst offenders in coming trials. "In each case, we will demand the maximum penalty. If it is 13 years in prison, we will ask for 13 years." And asked the standard liberal question of whether it is sensible to incarcerate – rather than use social agencies to rehabilitate – individual users suffering from psychological problems, Mr Abed says crisply: "They can go to prison and have rehabilitation." Softening slightly, he says one option is for sentences requiring users to be in jail for a few days a month.
Although no dealers have yet been executed, the possibility has arisen because of a change in the law instituted last year by the Hamas authorities. Mr Abed explains that from the Six Day War and Israel's occupation of Gaza, until 1997, when it was changed by Yasser Arafat's Oslo Accords-created Palestinian Authority, drugs law rested with an Israeli military order providing a maximum penalty of six years in jail. For three years, the old Egyptian law – which provides more draconian sentences for "trading and importing", including the death penalty – prevailed. But in 2000, because of "pressure" which Mr Abed declines to specify, the then Palestinian president reverted to the Israeli order. This remained after Hamas's parliamentary election victory in 2006. But having siezed full internal control by force after the collapse of its coalition with Fatah in 2007, Hamas decided two years later that stiffer penalties were needed. "We weren't under pressure, so we changed the law back again," he says.
Although Mr Abed says that the Hamas-controlled civil police has a substantial anti-drugs unit, he says it faces obstacles that enforcement agencies elsewhere do not: the lack of trained sniffer dogs for detection, for example, and the fact that because of the presence of hostile Israeli forces on the other side, police cannot safely penetrate close to the border areas in the south-east corner of the Strip, through which he insists drugs are infiltrated from Israel as well as Egypt. At the same time, he says, close surveillance and the authorities' information networks help them to "follow" suspected dealers.
Perhaps inevitably, enforcement officers in Gaza claim that "corrupt" and exiled Fatah figures opposed to the regime are behind some of the drug trafficking, and even that a few of those detained for importing drugs have alleged under interrogation a connection to the Israeli intelligence agency Shin Bet. To underline the former point, Mr Abed flicks through his mobile phone to locate a recent text message saying that a former police chief in Jabalya, under the old Fatah regime, has been detained for unspecified drug offences. "Breaking news," he exclaims, with a smile of satisfaction.
Although such drugs are the primary target, Mr Abed makes no secret of his intention to move on to tobacco, following Western (and Israeli) practice by banning smoking – a habit unknown among Hamas officials though widespread among many other Gazans – in public places. And as for alcohol, there appears to be little significance in the temporary absence this week of the Ministry of Interior sign at the Hamas entry checkpoint, which has warned visitors for more than a year that "all forms of liquor are confiscated immediately [and are] to be seized and destroyed in front of their owners". Mr Abed confirms that alcohol remains wholly banned in Gaza.
Hasan Shaban Zeyada, a senior psychologist at the reputable and independent Gaza Community Mental Health Programme, agrees that both law enforcement and rehabilitation are necessary to combat Gaza's drug problem, though he lays greater emphasis on the second. But while saying the present campaign is "concerned more about legislation and about punishment", his view is that Hamas's drive is "not just for show". He confirms that government ministries are sending outreach workers into schools to discourage drug-taking, says that religious and socially conservative cultural factors can be deployed in such campaigns, and welcomes a plan to incorporate mental health into primary and hospital care. But he would like the authorities to commit to specialist drug treatment centres, so far unavailable in Gaza. And he warns of the problem of "treating the manifestations without dealing with the root causes", among which he lists "unemployment [exacerbated by the Israeli-imposed economic siege], internal division and fear of the future".
"Take a university graduate with excellent grades [who] cannot find a job, and with it become independent. Or a man with six to eight children who cannot protect his children or find work to feed them. Without dealing with the causes, there is still a section of the population that will look to drugs to ease their suffering."

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Iniciativa anti-drogas de FHC se transforma em ação mundial


Entre as propostas está a discussão sobre a descriminalização da maconha para uso pessoal
06 de outubro de 2010 11h 08
O Estado de S.Paulo
GENEBRA - A iniciativa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de reformular as políticas de combate às drogas se transformará em uma ação mundial. Fernando Henrique liderou nos últimos dois anos a Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia que preparou uma série de sugestões sobre como lidar com o fenômeno. Entre as medidas propostas está a avaliação sobre a possibilidade de descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal. Agora, a Comissão Latino-Americana se transformará em uma iniciativa internacional.
"Em janeiro vamos lançar essa nova iniciativa, com base no trabalho já feito na América Latina", afirmou ao Estado o ex-presidente da Colômbia, Cesar Gavíria. O colombiano também assessorou Fernando Henrique em sua iniciativa regional e revelou que, além da comissão internacional, o tema será alvo de uma atenção especial por parte da Fórum Econômico Mundial de Davos. Gavíria indicou que líderes políticos americanos, europeus e asiáticos também farão parte da nova iniciativa. "Não posso ainda revelar os nomes dos membros da comissão, mas serão algumas das pessoas mais influentes do mundo", disse o ex-presidente colombiano.
Outro membro do grupo, o escritor mexicano Carlos Fuentes, também confirmou ao Estado que a iniciativa ganhará proporções internacionais. "As políticas de combate às drogas não deram resultados e precisamos mudar de forma profunda o enfoque", disse. "A iniciativa na América Latina foi o primeiro passo. Mas precisamos agora um envolvimento global, já que a questão é também ver como lidar com os países importadores da droga", disse o escritor.
A conclusão por enquanto da Comissão Latino-americana é de que as políticas repressivas de combate às drogas na região fracassaram e alerta que a solução está em enfocar o consumo de drogas como um tema de saúde pública. Outra diretriz proposta é a de reduzir o consumo de drogas com o uso de campanhas de prevenção. Já a repressão não poderia estar nos consumidores, mas no crime organizado. De acordo com o estudo, isso ajudaria a diminuir a produção e a desmantelar redes de traficantes.
Para chegar a esse ponto, Fernando Henrique e seu grupo sugerem transformar os compradores de drogas em pacientes do sistema de saúde, e não em delinquentes.
Um dos temas mais delicados que será tratado pela nova comissão será o da conveniência ou não de descriminalizar a posse da maconha para consumo pessoal. Para isso, estudos médicos seriam usados e a situação de cada país também deveria ser considerada.
A constatação preliminar do grupo é de que a criminalização por si não diminuiu a demanda por drogas e ainda contribui para a superlotação de prisões. Além disso, apenas a repressão de consumidores não dá resultados e ainda abre brechas para a corrupção da polícia.

CNJ e a estratégia para o combate ao crack

Em reunião realizada na última quinta-feira (30/9), no Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, foram traçadas estratégias para o lançamento da campanha nacional contra o crack. O encontro contou com a participação dos juízes auxiliares da presidência, Daniel Issler e Reinaldo Cintra; dos juízes auxiliares da corregedoria nacional, Nicolau Lupianhes Neto e desembargador Sílvio Marques Neto; do coordenador de infância e juventude do Tribunal do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Malheiros; da médica psiquiatra das prefeituras dos municípios de São Paulo e Guarulhos, Vera Lúcia Polverini; da psicóloga da Vara de Infância do Fórum Regional de São Miguel Paulista, Lúcia Zanetti, e do médico psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ronaldo Laranjeira. A iniciativa é da Corregedoria Nacional de Justiça, com o apoio da presidência do CNJ, em parceria com as Coordenadorias da Infância e da Juventude dos tribunais estaduais de Justiça. Cartilhas e campanhas publicitárias em rádio e televisão que demonstrem os prejuízos que o crack traz à saúde das pessoas e à vida social das comunidades, e informações para os cidadãos e agentes públicos e o tratamento dos usuários estão entre os propósitos da iniciativa. A campanha será veiculada até o fim do ano

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Drogas na Antiguidade

http://www.angelfire.com/on/drogas/drantiga.html

O problema das drogas e tóxicos não é uma criação do século XX, apesar de que em sua última parte tenha alcançado um maior desenvolvimento. Poder-se-ia mesmo afirmar que as drogas acompanham o homem desde tempos bem remotos. Inúmeras referências ao uso de plantas, cujos efeitos alucinógenos foram registrados pela literatura contemporânea, são encontradas nos relatos históricos da trajetória do homem sobre a Terra.
A Origem do culto ao peiote (Espécie de cacto mexicano, do qual se extrai a mescalina. N. do A.) está perdida no tempo. Jamais alguém poderá dizer, com certeza, quais foram as circunstancias ou razoes que levaram a primeira pessoa a entrar em contato com as prioridades secretas desse cacto, nos escaldantes desertos do México. Podemos deduzir que o encontro da droga deu-se ao acaso; isto é, da procura de alimentos por parte de algum desgarrado que, reduzido ao extremo da fome e da fadiga, pôs-se a devorar o que quer que fosse, que lhe tivesse ao alcance das mãos. Podemos imaginar esse homem, há muito já esquecido, asteca ou pré-asteca, depois de ter mastigado alguns pedaços do cacto amargo e nauseante, deitando-se à sombra de um arbusto para descansar, e de repente sentir-se rodeado de visões fantásticas, que se apresentavam em formas, cores e até perfumes, com os quais jamais sonhara. Certamente, foi alguém assim que, ao chegar de volta ao seio de sua tribo, narrou a prodigiosa descoberta recém feita: a existência de uma divindade em determinado cacto, cuja polpa tinha o dom de colocar aquele que a comesse, no limiar de um mundo paradisíaco.
Dessa maneira, quando os espanhóis chagaram ao México, constataram que os astécas não somente veneravam alguns deuses, como Quetzaltcoatl e Huitzilpochtli, mas também uma planta chamada piote, também conhecida como a carne dos deuses.
Muito embora os sacerdotes de uma nova religião tivessem aparecido para pregar um Deus diferente, os astécas relutaram em abandonar o uso da maravilhosa essência, que lhes desvendava os segredos da alma. Assim, este povo primitivo realizou uma verdadeira mescla da religião crista com a religião mescalina. De Roop, narra em seu livro As Drogas e a Mente, o ritual que precedia e acompanhada a colheita do cacto sagrado:
" Em San Luis de Potosi, o cacto é colhido em outubro, antes que comece a estação seca. Mas uma planta assim sagrada não deve ser arrancada da terra sem o devido respeito, e todos quantos se embarafustam deserto a dentro para a colheita do piote, o fazem com perfeita consciência da natureza sacrossanta de sua missão. Durante diversas semanas antes da expedição, aqueles que devem tomar parte se preparam com rezas e jejuns. Impõe-se até mesmo abstinência sexual, visto que para o êxito do empreendimento se requer não só da força como também pureza. Cantando orações e recitando versículos sacros, seguidos pela tropa encarregada do transporte da colheita. Antes de atingirem o sítio sagrado, os membros da expedição se entregam a uma penitencia coletiva. Depois, evidenciando a máxima veneração, aproximam-se das plantas e, descobrindo as cabeças, prosternam-se, defumando-se com incenso de copal."
"Quando a expedição regressa, há demonstrações de grande júbilo em todas as aldeias por onde ela passa. Fragmentos de peiote são depostos em cima dos altares e oferecidos a todas as pessoas, guardando-se bastante quantidade para os festivais, e vendendo o resto da carga aos que não participavam da expedição".
Mais atrás na História, encontramos sobejas referências às liberações do Nilo, bem como muitas narrativas sobre os bacanais de Dioniso, os festins de César, e outras orgias, verificando-se também o consumo de drogas intoxicantes remonta a épocas muito primitivas.
O ópio, por exemplo, que é o suco coagulado da papoula (Papaver somniferum), estreitamente vinculado ao misticismo, é conhecido desde a muitos séculos pelas civilizações asiáticas; os derivados da coca, extraídos da folha de seus arbustos (Erythroxylum coca), eram usados pêlos incas como estimulante; a maconha e suas variedades como o haxixe e a marijuana, da planta cannabis sativa, obtida da resina de sua floração e do fruto situado na sua parte superior, medra nas mais distintas regiões tendo sido lembrada por Homero, que falou sobre a embriaguez a que se entregava os citas, inalando os vapores do cânhamo.
Uma bebida inebriante usada pêlos hindus é citada no próprio "Rig-Veda", obra considerada sagrada. Cerca de mil anos antes do nascimento de Cristo, os hindus já consideravam a cannabis como uma planta sagrada, certamente por causa das propriedades misteriosas da mesma. Na Idade Média, por volta do século XI, o cânhamo arraigou-se de tal maneira, que no norte da Pérsia surgiu uma seita, cujos membros, sob os efeitos da planta, se deleitavam em cometer os mais horrendos crimes.
O líder desta seita de fanáticos e viciados na droga, distribuía entre seus adeptos, como recompensa, a droga e mulheres. Cada tarefa bem cumprida era grandemente recompensada. O assassinato de inimigos políticos passou a ser uma rotina, e o bando, temido pela fama que adquiria dia a dia. Para agradecer ao chefe a dádiva que recebiam, chamavam-na "a dádiva de Hassan", ou seja, haxixe. Foi esta palavra que deu origem ao moderno termo "assassinato".
Seriam, porém, estas substâncias tóxicas realmente sagradas ou merecedoras da adoração por parte daqueles que se renderam aos seus efeitos sobre a mente? A resposta é um categórico não, pois, hoje, contamos com inúmeras provas que contrariam frontalmente esta posição. Na verdade, é de causar espécie que uma civilização altamente desenvolvida para o seu contexto histórico, como a asteca, tenha entronizado a mescalina como um objeto de culto. Somente um embotamento da percepção espiritual, causado pela própria droga pode ofuscar assim a mente do homem, a ponto de fazê-lo adorar o causador de sua própria ruína física e moral.
Há que se ponderar também a ausência absolutas de informações precisas sobre o tema religioso, naquele estágio do desenvolvimento humano - cada povo tinha uma religião diferente, e não era raro, muitas delas eram observadas em conjunto. Como o paganismo era pródigo na feitura de deuses, é fácil deduzir o motivo pelo qual os povos antigos, não somente adoravam o Sol, a Lua e as estrelas, mas também cultuavam uma farândola de ídolos de todas espécies e formato, e ainda algumas substâncias que produziam alucinações e modificações sensoriais, com a criação de cenas imaginárias, que traziam ao indivíduo uma transformação no aspecto real da existência.

Usuários de maconha têm duas vezes mais problemas mentais

Usuários de maconha têm duasvezes mais problemas mentais
Fumantes da droga se queixam de ansiedade, tristeza, melancolia e impaciência
Do R7

Um estudo realizado na Holanda, onde o uso da maconha é descriminalizado, aponta que usuários da droga têm o dobro do potencial de adquirir problemas mentais do que pessoas que não fumam o entorpecente. O estudo, que foi realizado entre 2007 a 2009, com 18,5 mil pessoas, constatou que 20% dos usuários de maconha do sexo masculino se queixaram de problemas mentais, comparados a 10% entre os não usuários. Os fumantes da maconha se queixaram de problemas como ansiedade, tristeza, melancolia e impaciência. A proporção foi a mesma para as mulheres – 28% das usuárias se queixaram de problemas mentais, comparados a 14% entre as não usuárias. O estudo constatou que 4% das pessoas com idades entre 15 e 65 anos haviam fumado maconha pelo menos uma vez nos últimos 30 dias. A Holanda descriminalizou o consumo e posse de menos de cinco gramas de maconha em 1976 com uma política de "tolerância" oficial.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mev Brown: Why waging a war on drugs is futile


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www.newssoctsman.com
04 October 2010

The battle against drugs has been lost, says Mev Brown, and he has a wealth of depressing figures to back this claim up. If what he says is true, then what should we do to tackle this enduring and always controversial problem?
Lothian & Borders Police have enjoyed considerable successes in bringing drug dealers to justice in Edinburgh recently.
What do these sort of police raids mean, and do they make a difference?

I fear the answer to those questions are 'Not much'

The word on the street suggests that police operations result in nothing more than a minor, inconsequential disruption to the supply of drugs.
In today's society, drugs enjoy what is referred to as "retail availability".
That is to say, obtaining class 'A' drugs is as tricky as a trip to the nearest dealer - who is usually as far away as the proverbial corner shop.
In fact, these days most people use several dealers. So if one dealer is arrested, no problem - just go to the next. Indeed, these days, many dealers provide a home delivery service.
With this new "retail availability", the drugs market has become competitive and fragmented, with prices falling and dealers borrowing tools from the retail industry.
For first timers there's the 'the first one is free' deal. For the more ambitious, there's the 'buy an ounce, get an once and a quarter' deal. There was a time when big police raids really would disrupt the drugs supply chain, and even resulting in increased prices. Those days are long gone.
Given the street view, you have to ask if the war on drugs is a political priority? The answer, again, would have to be 'Not really'.
Consider the allocation of manpower. The latest available figures show that, in June 2009, there were 64 Scottish Serious Crime and Drug Enforcement Agency officers within Lothian and Borders Police force.
In contrast, there were 45 traffic wardens and 139 parking attendants working in the same constabulary area at around the same time.
So, we have 184 personnel tackling the social scourge of illegal parking compared to 64 officers dealing with illegal drugs, amongst their other duties including serious fraud, people trafficking, money laundering, electronic crime, etc.
There were 86 drug-related deaths in the constabulary area last year, and no illegal parking related deaths.
The key question is: Just how effective are the police in the drug supply chain?
This is a difficult question to answer, as by definition the drugs market is a black, unregulated market.
Each sector within the drugs market will be different, but I would suggest the heroin sector could provide an indication of the overall impact of police operations.
To get a rough idea of the heroin sector, we can look at methadone.
What is known is the NHS supplies 540,000 litres¹ of methadone to over 22,000 Scottish addicts, and this works out at approximately 67ml of methadone per day, per addict.
The standard street trade is the £10 bag, which contains around 0.1 grams of
street heroin. For addicts moving to the methadone programme, the rough ratio is 100ml of methadone to 'treat' one gram of street heroin.
So, 67ml of methadone equates to 0.67g of street heroin per day, or 245g a year.
If we assume those currently using street heroin behave in the same way as those now on the methadone program did, then Scotland's 50,000 heroin addicts will use around 12,250kg of street heroin. That is over 12 metric tonnes being used in Scotland.
The Drug Enforcement Agency's seizures for 2009-10 were approx 54kg, this works out at 0.0044 per cent, less than half of 1 per cent, of the heroin I calculated might be coming into Scotland being seized. By any standards, this is a depressing figure.
I do not want to detract from the dangerous and difficult nature or the importance of the work these officers undertake. Instead, The spotlight must be put on the politicians for the lack of support officers get and the lack of resources for dealing with this problem over the last 30 years.
In 1960 there were 94 heroin addicts in the UK registered on the Home Office Index. By 1968 that had risen to 2240, and to 2400 by 1979.
Since then, there has been an explosion in heroin addiction with an estimated 500,000 in the UK. Scotland has an estimated 50,000 heroin and 22,000 methadone addicts.
In the last 50 years, and particularly the last 30 years, our politicians have failed us in spectacular fashion in tackling the war on drugs when it would have been easier.
Scotland's heroin addicts outnumber police by approximately 3 to 1.
Police seizures represent such a small amount they do not disrupt the drugs supply, so I feel it safe to say the war on drugs is over - we lost.
Regarding our politicians, there are two possibilities.
Either justice ministers know the truth and have been successful in hiding the truth from the public, or ministers didn't have a clue about what was going on.
Either way, how much confidence can the public have in the Justice Secretary at Holyrood or the Home Secretary in Westminster?
Each time a top police officer calls for the legalisation of drugs or for them to be made available on the NHS, there is a public outcry.
Now, perhaps, the public will at least understand why senior officers make these calls.
The question is where do we go from here?

• Mev Brown works with the homeless in Edinburgh. He will be standing as an independent candidate at next year's Scottish Parliament elections.

* Based on 1mg/ml. The actual volume is lower due to some dispensed in higher concentrations of 5mg/ml, 10mg/ml & 20mg/ml.

Maconha. Califórnia descriminaliza maconha para arrecadar com multas, enquanto aguarda o referendo da legalização

walterfm1 às 15:55
Terra Brasil

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1. Como já informado neste espaço, o estado da Califórnia promoverá em novembro uma consulta popular sobre a legalização da maconha.

Trata-se de consulta para legalização do uso lúdico-recreativo da maconha, pois o terapêutico, há anos, é admitido por lei estadual.

A consulta popular do próximo mês está baseada na proposta governamental número 19, que trata da legalização, da regulamentação e da taxação tributária da venda da maconha.

2. Enquanto novembro não chega, o governador republicano Arnold Schwarzenegger, num estado com déficit financeiro de US$ 19 bilhões, resolveu sancionar uma norma que altera a legislação sobre drogas proibidas. Tudo com a intenção de explorar uma nova fonte de receita.

Assim, a posse de maconha para uso próprio, a partir de hoje, não é mais criminalizada na Califórnia.

A proibição continua, mas como infração administrativa. Igual, por exemplo, a estacionar o automóvel em local proibido.

Com efeito, diante da nova lei, nada mais de polícia, Justiça, Ministério Público e registro de antecedentes criminais. Em resumo, a questão da posse e do uso de maconha não está mais no âmbito da Justiça criminal.

O surpreendido na posse de maconha será multado e o valor pago será encaminhado aos cofres do Estado.

Antes da lei, o surpreendido na posse ou a usar pagava multa de US$ 100 por onça (cerca de 28 gramas), era autuado em flagrante e tinha, depois do devido processo, o nome lançado nos registros criminais do Estado. Agora, com a nova lei em vigor, só vai pagar a multa administrativa.

3. Sobre a consulta popular de novembro próximo, uma pesquisa publicada ontem mostra que 49% dos californianos são a favor do referendo e da legalização. Os contrários, representam 42%.

Caso aprovada a referida proposta 19, a posse e o uso da maconha serão legalizados para os maiores de 21 anos e a venda será tributada.

Aviso importante: o supracitado instituto de pesquisa não é brasileiro nem participou das últimas sondagens eleitorais no nosso país.

4. Como noticiamos com exclusividade neste modesto blog Sem Fronteiras de Terra Magazine, o Service Employees International Union of Califórnia (Seiu), é o maior sindicato do estado, conta com 700 trabalhadores filiados e dá apoio financeiro à campanha pela legalização:

http://maierovitch.blog.terra.com.br/2010/09/16/legalizacao-da-maconha-em-referendo-na-california-apoio-do-maior-sindicato-ao-fim-da-proibicao/

Wálter Fanganiello Maierovitch

domingo, 3 de outubro de 2010

Drogas e corrupção

2 de outubro de 2010

Traficante internacional de drogas revela como corrompia ministros, governadores e altos funcionários da Venezuela

Terra Brasil
coca�na, apreensão.

cocaína, apreensão.

Walid Makled aguarda extradição para os EUA.Ele está preso na Colômbia por ligação com organizações de narcotraficantes.

Nos EUA, Walid é acusado de tráfico de cocaína e homicídio, que teria sido de um agente da Drug Enforcement Agency (DEA).

Enquanto aguarda a extradição, Walid resolveu conceder uma entrevista à empresa jornalística colombiana RCN.

Na entrevista fez revelações bombásticas: “Se sou traficante, várias autoridades venezuelanas, para as quais dou dinheiro, também são”.

Walid afirmou que, por mês e na Venezuela, gastava US$ 1 milhão. Isto só para pagar “comissões” para ministros, governadores, generais e altos funcionários do governo Hugo Chavez.

Quando ocorreu o referendo constitucional para derrubar a proibição de o presidente concorrer a mais de dois mandatos, Walid disse ter fornecido ao pessoal de Chávez mais de US$ 2 milhões. Coube ao ex-governador Luiz Felipe Acosta Carlez aproximá-lo, em 2008, do governo Chávez (Carlez está rompido com Chávez desde 2009).

O extraditando se apresenta como empresário e concessionário de terminais do Puerto Cabello, um dos principais para carga e descarga de navios.

As concessões de terminais portuários foram possíveis de obter, sustenta Walid, diante do apoio que deu aos que resistiram ao golpe que chegou a tirar Chávez da Presidência.

A fortuna de Walid é estimada em mais de US$ 1 bilhão.

Quando chegar nos EUA, Walid afirma que vai indicar o local onde estão os documentos que comprovam os pagamentos realizados para corromper autoridades: “Nas minhas empresas muitas autoridades foram alimentadas com dinheiro e se sou traficante essas altas autoridades faziam parte do negócio comigo”.

Wálter Fanganiello Maierovitch